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Entenda como funciona o curso liderado por Eduardo Bolsonaro para doutrinar criação de partidos

Redação Notícias
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AP/Eraldo Peres
AP/Eraldo Peres

O Aliança pelo Brasil, partido que o presidente Jair Bolsonaro tenta criar, planeja uma parceria com o Instituto Conservador Liberal (ICL), fundado no mês passado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para promover o que tem sido chamado de “qualificação” da direita bolsonarista no Brasil.

Enquanto os advogados Admar Gonzaga e Karina Kufa e o empresário Luís Felipe Belmonte trabalham para colocar o partido de pé até março, um grupo mais ideológico, liderado por Eduardo e pelo deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP), estrutura o curso de capacitação.

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A meta é alinhar ideologicamente os quadros do partido para evitar um “novo PSL”, em que, segundo a ala bolsonarista rompida com o presidente da sigla, Luciano Bivar, haveria muita gente infiltrada sem os valores do conservadorismo.

Na programação do curso constam aulas sobre “noções mínimas de ética e filosofia na antiguidade e modernidade”, “valores e história do conservadorismo”, “como se comunicar com o seu público na internet” e “eleições, comportamento eleitoral e opinião pública”.

O texto de apresentação do instituto diz existir uma “guerra de visões de mundo”, que opõem ideias de um “suposto progresso” aos valores da família, liberdade e segurança nacional. “Os inimigos desses valores se tornaram mestres em manipular a verdade e tirar proveito das emoções e mais nobres sentimentos”, diz Eduardo em vídeo.

A ideia de criar uma base de pensamento dessa nova direita é muito difundida por Olavo de Carvalho, ideólogo do bolsonarismo, para quem eleger Bolsonaro à Presidência sem antes conquistar os espaços intelectuais do país foi algo “precipitado”. Sua tese é a de que existe uma hegemonia de esquerda no mundo intelectual brasileiro, principalmente nas universidades.

Sócio do instituto, Sérgio Sant’Ana, assessor do Ministério da Educação na gestão do ex-ministro Weintraub, anunciou no fim de 2020 o nome que vai comandar a educação, Ilona Becskeházy. Ex-secretária de Educação Básica do MEC, ela defende a campanha Escola Sem Partido e se diz contra a “ideologia de gênero” nas escolas.

Para o professor Christian Lynch, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Uerj, os esforços em qualificar o que ele chama de direita reacionária podem fracassar caso se tornem associados demais ao projeto de poder da família Bolsonaro.

O Aliança pelo Brasil enfrenta problemas na obtenção de seu registro. Para integrantes da cúpula, uma eventual ida de Jair Bolsonaro para outro partido para disputar a reeleição não inviabiliza o projeto.

Racha no PSL deve tirar controle de Eduardo Bolsonaro de comissão de política externa

O racha no PSL e a disputa pela Presidência da Câmara ameaçam tirar o grupo do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) do comando da Comissão de Relações Exteriores, hoje um dos principais palcos da ala ideológica bolsonarista no Legislativo.

Considerado uma espécie de chanceler paralelo, Eduardo foi eleito no ano passado para a presidência do colegiado e fez da posição uma caixa de ressonância da guinada ideológica promovida por Ernesto Araújo no Ministério das Relações Exteriores.

O principal motivo é o racha no PSL, partido pelo qual o presidente Jair Bolsonaro se elegeu, mas que implodiu no fim de 2019. A divisão das comissões cabe às legendas, e o PSL na Câmara hoje é liderado pela ala que rompeu com o bolsonarismo.

Reservadamente, deputados do PSL dizem que a comissão não é mais uma prioridade. E ainda que, na partilha dos colegiados, a posição for destinada ao PSL, o grupo próximo do presidente da legenda, Luciano Bivar (PE), não pretende entregá-la para a ala rebelde.

Com EXTRA e FOLHAPRESS