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Entenda como atos anti-democráticos pró-Bolsonaro derrubaram a Bolsa

·2 minuto de leitura
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 09.05.2015 - Gráficos das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM & F Bovespa, na Bolsa de Valores de São Paulo. (Foto: Diego Padgurschi/Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 09.05.2015 - Gráficos das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM & F Bovespa, na Bolsa de Valores de São Paulo. (Foto: Diego Padgurschi/Folhapress)
  • Às 11h de hoje, o índice recuava 1,62%, a 115.956; dólar caía 1,10%, cotado a R$ 5,2330;

  • Dow Jones subia 0,09%, enquanto S&P 500 e Nasdaq recuavam 0,10% e 0,38%

  • Pagamentos de precatórios e outras decisões do Judiciário podem estar ameaçadas, avaliam especialistas.

Com os olhares voltados para as manifestações anti-democráticas do feriado de 7 de Setembro, a Bolsa de Valores brasileira abriu em queda na manhã desta quarta-feira: o índice recuava 1,62%, a 115.956, com o dólar cotado a R$ 5,2330 (queda de 1,10%).

No exterior, Dow Jones subia 0,09%, enquanto S&P 500 e Nasdaq recuavam 0,10% e 0,38%, respectivamente. Já o petróleo Brent, referência mundial, subia 1,10%, a 72,48 dólares (R$ 376,95). As movimentações que estão 'derrubando' a Bolsa de Valores se devem também ao clima gerado pelas ameaças do presidente Jair Bolsonaro ao sistema democrático do país.

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Entre as preocupações no horizonte está o acordo que o governo tenta costurar com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Luiz Fux, para que o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) module o volume de pagamentos de precatórios -dívidas judiciais do governo- para 2022. 

O governo tem afirmado que o pagamento integral da dívida, de R$ 89 bilhões, cria obstáculos ao funcionamento da administração no próximo ano. 

Caso o governo não consiga uma solução com a colaboração do Judiciário, dependerá da aprovação de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que permita o parcelamento dos precatórios. 

"Esse clima tenso traz mais dificuldade de pauta para discutir reformas e até o impasse do pagamento dos precatórios. Então, temos um ambiente mais avesso para a resolução de pautas importantes para a nossa agenda econômica", afirma Pietra Guerra, especialista em ações da Clear Corretora.

O acirramento da crise de Bolsonaro com os demais Poderes pode, porém, afastar a chance de votação no Senado da reforma do Imposto de Renda, cuja aprovação pela Câmara na semana passada teve reflexo negativo para a Bolsa, segundo Paula Zogbi, analista de investimentos da Rico. 

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, cancelou sessões deliberativas previstas para esta semana, avaliando que não há clima para as votações. "Com isso, a reforma do Imposto de Renda fica parada", diz Zogbi. 

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