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Entenda a crise do preço do minério de ferro e seus efeitos na Vale

·2 min de leitura
(Photo Illustration by Pavlo Gonchar/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
(Photo Illustration by Pavlo Gonchar/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
  • Preço do minério chega ao mais baixo em mais de um ano

  • Desaceleração do setor siderúrgico na China é o principal causador da desvalorização

  • Ações da Vale já caíram 37% desde junho

Depois da tonelada do minério de ferro ser cotada a US$ 237 (R$ 1.347) em maio deste ano, o preço despencou nos meses seguintes, batendo a cotação de US$ 92,98 (R$ 527), uma queda de quase 60%. Na verdade, essa é a primeira vez em mais de um ano que o preço da tonelada fica inferior aos US$ 100 (R$ 567).

Tamanha queda foi causada pela diminuição das atividades econômicas relacionadas ao setor na China. Cerca de 2/3 do minério de ferro exportado pelo Brasil é voltado para a nação asiática. Segundo especialistas, a recuperação da economia brasileira foi puxada majoritariamente por esse tipo de exportação, que cresceu 127,3% no período de janeiro a agosto deste ano, em relação ao mesmo período ano passado. Para comparação, as exportações totais do país aumentaram apenas 37,4%, na mesma comparação

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Os motivos do desaquecimento da China são muitos. Para começar, desde o início da pandemia a China vem passando por uma estagnação ou até um desaceleramento do seu setor de manufatura. Em segundo lugar, em busca de bater as metas de redução das emissões de carbono, o governo chinês implementou um limite na produção de aço, liga metálica composta de ferro e carvão. Atualmente a China é o maior produtor siderúrgico do mundo, fabricando metade do volume mundial.

Além disso, uma das maiores empreiteiras do país, a Evergrande, declarou falência nos últimos meses, admitindo não ter como pagar seus credores e interrompendo muitas de suas atividades, o que gerou muita incerteza por parte dos investidores sobre o futuro da economia chinesa. Para piorar, a China tem passado por uma crise energética que, além de diminuir a atividade das indústrias devido a apagões, vem provocado um caos no preço do carvão, utilizado nas termelétricas do país.

Seguindo esse baque no setor, o preço das ações da Vale já sofreu uma queda de 37% desde junho. Sendo responsável por grande parte desse setor, a queda no valor de seus papéis é representativa da economia brasileira. A empresa possui maior parcela de participação no Ibovespa, 13%, e sua desvalorização contribui para a queda geral da bolsa brasileira. A queda em suas exportações também afetará a população brasileira, que já enfrenta uma inflação anual de 10,25%.

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