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Então é cilada? Aplicativos de terapia podem te induzir ao fracasso; entenda

·3 minuto de leitura

Quando a pandemia COVID-19 eclodiu, os aplicativos de terapia já estavam começando a ganhar popularidade entre as pessoas que lutavam com problemas que vão desde o estresse até doenças mentais graves. Embora alguns aplicativos conectem o usuário a um terapeuta licenciado, muitos apps de bem-estar são totalmente desprovidos de recursos humanos. Mas será que aplicativos podem substituir um profissional da área?

Alguns chatbots ​​oferecem terapia cognitivo-comportamental, enquanto outros apps rastreadores de humor alertam os usuários com transtorno bipolar para monitorar sua disposição. Outros, ainda, são projetados para ajudar a tratar determinados transtornos, guiando usuários através de exercícios de respiração.

Sem nenhum órgão regulador examinando ativamente os aplicativos de saúde mental, os usuários precisam navegar por uma infinidade de opções que variam de recomendadas por especialistas a potencialmente prejudiciais.

Quando projetadas de maneira adequada, essas tecnologias demonstraram ajudar na saúde mental e no bem-estar de seus usuários. Em 2017, uma equipe internacional de psicólogos analisou dados sobre a eficácia de 22 aplicativos diferentes para smartphones, e descobriram que os apps ajudaram as pessoas a se sentirem moderadamente menos deprimidas. O estudo foi publicado na revista World Psychiatry.

Outras análises encontraram resultados semelhantes: aplicativos de saúde mental podem ajudar as pessoas a se sentirem menos ansiosas, reduzir determinados sintomas e até mesmo auxiliar a parar de fumar. No entanto, os estudos sugerem que esses aplicativos funcionam melhor quando combinados com terapia, feita com um profissional.

Aplicativos de bem-estar são confiáveis?

Por que apps de bem-estar podem te induzir ao fracasso terapêutico (Imagem: José Martín Ramírez Carrasco/Unsplash)
Por que apps de bem-estar podem te induzir ao fracasso terapêutico (Imagem: José Martín Ramírez Carrasco/Unsplash)

Uma equipe internacional de psicólogos analisou mais 52 aplicativos de bem-estar, e descobriu que 35 deles foram desenvolvidos sem qualquer orientação de um profissional de saúde. Em outra análise de aplicativos para ansiedade, os cientistas descobriram que dos 25 aplicativos mais bem avaliados para ansiedade, simplesmente nenhum continha qualquer tratamento baseado em evidências.

Segundo esses pesquisadores, literalmente qualquer pessoa pode desenvolver e comercializar um desses aplicativos. Um estudo de 2015 publicado na revista Journal of Medical Internet Research analisou a qualidade dos apps de saúde mental e descobriu que um aplicativo para transtorno bipolar aconselhou os usuários que viviam um episódio maníaco a "dar uma chance de bebidas fortes” para ajudá-los a adormecer. Enquanto isso, um aplicativo semelhante alertou que o transtorno bipolar pode ser contagioso de acordo com a convivência.

"O mundo moderno trouxe a tecnologia para nossas vidas e essa deve ser utilizada para melhorar nossa qualidade de vida. Sendo assim, em um mundo de transformações e isolamento por conta do coronavírus, é comum que estejamos mais apreensivos com o presente e o futuro. É nesse contexto que os apps podem ser grandes aliados da saúde mental", disserta a psicóloga e psicoterapeuta clínica Raquel Mello, em entrevista ao Canaltech. No entanto, a especialista alerta: "Não existe tratamento psicológico sem um profissional habilitado. Nenhum app ou curso de bem-estar fará esse papel".

Dito isso, segundo Raquel Mello, psicoterapia se faz com psicólogo, seja presencial ou online. "O profissional está habilitado para fazer o tratamento e as intervenções necessárias para a saúde mental do paciente", ressalta.

Questionada sobre como reconhecer um app de saúde mental que seja desenvolvido por profissionais e que tenha informações corretas, a especialista conclui: "Geralmente, quando você entra na loja para baixar o app, você tem acesso ao contato do desenvolvedor, onde existe e-mail e site. Faça uma breve pesquisa e veja quem são os responsáveis".

Fonte: Canaltech

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