Mercado abrirá em 8 horas 1 minuto
  • BOVESPA

    120.933,78
    -180,15 (-0,15%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.072,62
    -654,36 (-1,34%)
     
  • PETROLEO CRU

    64,00
    +0,62 (+0,98%)
     
  • OURO

    1.771,60
    +1,00 (+0,06%)
     
  • BTC-USD

    55.320,87
    -1.770,87 (-3,10%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.248,69
    -50,27 (-3,87%)
     
  • S&P500

    4.163,26
    -22,21 (-0,53%)
     
  • DOW JONES

    34.077,63
    -123,04 (-0,36%)
     
  • FTSE

    7.000,08
    -19,45 (-0,28%)
     
  • HANG SENG

    29.105,73
    -0,42 (-0,00%)
     
  • NIKKEI

    29.076,67
    -608,70 (-2,05%)
     
  • NASDAQ

    13.914,75
    +17,50 (+0,13%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,6895
    +0,0138 (+0,21%)
     

Enormes torres na Lua poderiam gerar energia para alimentar futuras bases fixas

Wyllian Torres
·3 minuto de leitura

Quando pensamos na construção de bases lunares de maneira eficaz, precisamos levar em consideração dois recursos fundamentais: água e energia elétrica. Sabemos que, nas crateras permanentemente escuras, próximas ao polo Sul da Lua, existem evidências de água congelada e, para solucionar a fonte de energia, cientistas propõem a construção de grandes torres que sirvam na escala que todo esse processo exigirá.

Pode parecer ficção científica, mas a construção de torres com quilômetros de altura na superfície lunar é, pelo menos na teoria, possível. Essas estruturas bem altas podem elevar os painéis solares a uma altura acima de qualquer obstrução geológica da superfície aumentando sua a área disponível para produção de energia. Dessa maneira, seria possível explorar a Lua a longo prazo.

Segundo o grupo de cientistas da Universidade de Harvard responsável pela pesquisa, o local mais indicado para a instalação desses grandes painéis seria na borda das mesmas crateras próximas ao polo sul, pois ali existem “picos de luz eterna” — onde quase nunca a luz do Sol deixa de bater. No entanto, esses picos não seriam suficientes para produzir a quantidade de energia elétrica necessária, então, para um melhor aproveitamento deles, o mais adequado é que os painéis sejam construídos verticalmente.

Água em regiões próximas aos pólos lunares. À esquerda o pólo sul e à direita, o norte (Imagem: Reprodução/NASA)
Água em regiões próximas aos pólos lunares. À esquerda o pólo sul e à direita, o norte (Imagem: Reprodução/NASA)

Existem três vantagens que o ambiente lunar nos oferece para construir estruturas tão altas. Primeiro, a gravidade da Lua equivale cerca de 16% da gravidade da Terra — deixando tudo bem mais leve. Segundo, por conta da ausência de atmosfera, as torres e painéis não precisaram considerar a existência de ventos fortes. E terceiro, mas não menos importante, a ambiente sem atividades sísmicas, ou seja, nenhuma possibilidade de as torres serem derrubadas ou danificadas por tremores.

Os pesquisadores levaram todos esses parâmetros em consideração e calcularam que para construir com segurança uma torre de concreto com pouco mais de 1 km de altura, a parede precisa ter 20 centímetros de espessura. Ou torres ainda mais altas, mas isso aumentaria drasticamente a demanda de recursos. Para o concreto será usado material do solo lunar mesmo, o regolito. Enviar vigas de aço da Terra será um fator impeditivo, por isso é importante que a estrutura seja montada lá na Lua com material local mesmo. Outras propriedades do material foram medidas, como o peso e resistência.

O difício Burj Khalifa, em Dubai, é ao mais alto da Terra, com 828 metros de altura
O difício Burj Khalifa, em Dubai, é ao mais alto da Terra, com 828 metros de altura

Apesar de ser simples na teoria, construir torres de 17 km de altura é um baita desafio. A equipe concluiu que “a massa e o volume do regolito que precisa ser processado em concreto em um tempo razoável provavelmente será o fator limitante por algum tempo. Se exigirmos um tempo de construção de 1 ano, uma torre de 2 km teria que processar 11 metros por dia”. Já uma torre de apenas 1 km reduziria em 80%, em tempo e recursos.

Ainda falta muito tempo até que as primeiras bases lunares sejam efetivamente construídas, mas a demanda de produção de energia que usaremos na Lua já é uma realidade que só tem a crescer, sobretudo com o retorno da exploração do nosso satélite natural com o programa Artemis.

O artigo com maiores detalhes sobre o projeto pode ser acesso no site da Cornell University.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: