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Engie e EDP Renováveis fecham joint-venture em energia eólica

Jader Lazarini
Engie e EDP Renováveis fecham joint-venture em energia eólica

A Engie (EGIE3) e as elétricas EDP (ENBR3) concluíram um acordo para a criação de uma joint-venture em energia eólica “offshore”. A nova empresa terá operações tanto fixas quanto flutuantes, de acordo com o comunicado divulgado.

A assinatura do negócio acontece oito meses depois de que a Engie e a EDP Renováveis anunciaram um memorando de entendimento para a formação da parceria, que “une a expertise industrial e a capacidade de desenvolvimento de ambas as companhias”, segundo comunicado.

De acordo com as informações divulgadas, as companhias utilizarão no novo empreendimento seus ativos eólicos “offshore” e os portfólios de projetos no setor. A companhia nasce com um total de 1,5 gigawatts (GW) em construção e 3,7 GW em desenvolvimento.

Segundo os comunicados, a joint-venture deve começar a operar ainda no primeiro trimestre deste ano, trabalhando “para se tornar uma importante líder global no setor.”

“O acordo anunciado hoje está sujeito a determinadas condições precedentes, tais como o processo regulatório para aprovação da Comissão Europeia”, acrescentaram as empresas.

Engie investirá 750 milhões de euros no Brasil

A Engie comunicou na última quinta-feira (23) que venceu uma licitação que dá à empresa o direito de explorar uma rede de transporte de energia elétrica no Brasil. O valor do investimento no projeto deve ser de 750 milhões de euros (R$ 3,45 bilhões).

Este projeto liderado pela companhia "inclui a construção, exploração e manutenção de uma rede de transporte de eletricidade de 1.800 km, de uma nova subestação e da extensão de outras três subestações no norte do Brasil", informou a empresa.

As construções das instalações devem começar a acontecer no ano que vem. Vale destacar que esta concessão de 30 anos é a segunda aposta da Engie no Brasil. Há cerca de 3 anos, a empresa venceu uma licitação, ao Sul do Brasil, para construir redes de transporte e novas subestações. O valor do negócio na época foi de 440 milhões de euros.