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Engenheiro nuclear é preso vendendo dados militares escondidos em sanduíche

·3 minuto de leitura

O FBI e a Naval Criminal Investigative Service (Serviço de Investigação de Crimes Navais. NCIS, na sigla em inglês) realizaram a prisão de um engenheiro e sua esposa pela tentativa de comercialização de dados militares secretos por criptomoedas. Segundo a denúncia, o acusado negociou via e-mail os dados e os entregou para a parte interessada em um cartão SD, escondido dentro de um sanduíche de manteiga de amendoim.

Jonathan Toebbe,um engenheiro nuclear da Marinha dos Estados Unidos, e sua esposa, Diana Toebbe, foram nomeados como suspeitos e presos em uma suposta operação para vender informações confidenciais militares dos EUA para governos estrangeiros.

Jonathan trabalhou no Programa de Propulsão Nuclear da Marinha, no qual ele tinha credenciais de alto nível para informações de segurança sensíveis da nação norte-americana. Segundo a acusação, em abril de 2020, o engenheiro enviou uma amostra de informações sobre o programa nuclear estadunidense para um governo estrangeiro, junto de uma letra com os seguintes dizeres:

"Peço desculpas pela péssima escrita em sua linguagem. Por favor mande esta carta para a a agência de inteligência militar local. Eu acho que essa informação irá se provar de grande valor para sua nação. Isso não é um golpe."

O Programa de Propulsão Nuclear da Marinha é uma divisão da Marinha onde alistados e oficiais militares são designados para operar reatores nucleares dos navios de guerra e dos porta-aviões da frota dos EUA. As informações sobre o serviço são confidenciais, com somente seus membros sabendo dos detalhes das operações.

A denúncia afirma que entre os dados que o engenheiro tinha acesso, estão documentos sobre o desenvolvimento de elementos militares confidenciais, parâmetros e as características de performance de navios de guerra alimentados por energia nuclear.

Como ocorreu a prisão

<em>Submarino da classe Vírginia, cujo esquema técnico estava entre os arquivos negociados por Toebbe. (Imagem: Reprodução/Wikipedia)</em>
Submarino da classe Vírginia, cujo esquema técnico estava entre os arquivos negociados por Toebbe. (Imagem: Reprodução/Wikipedia)

Segundo a acusação, Jonathan trocou mensagens e negociou por meses com um suposto membro do governo estrangeiro, a partir do ProtonMail, um servidor seguro de correspondências virtuais. O que ele não sabia é que o suposto interessado era um membro do FBI disfarçado.

Em 8 de junho deste ano, o agente do FBI enviou US$ 10 mil (cerca de R$ 55 mil na cotação atual) em criptomoeda Monero para o engenheiro, como um sinal de confiança e, algumas semanas depois,a entrega de parte das informações foi marcada. No dia combinado, Toebbe, junto de sua mulher, deixou no ponto combinado um sanduíche de manteiga de amendoim, que, além do creme, também tinha como recheio um cartão SD com informações sobre o programa nuclear dos EUA.

O agente obteve o cartão SD e, após pagar mais US$ 20 mil (cerca de R$ 110,5 mil) para Toebbe em criptomoedas, recebeu a chave de decriptação dos arquivos, provando que as informações eram reais, incluindo os esquemas técnicos dos submarinos da classe Virginia, que custaram mais de US$ 3 bilhões (cerca de R$ 16,5 bilhões) para serem desenvolvidas, com expectativa de uso até o ano de 2060, pelo menos.

Com a confirmação da veracidade dos dados, o agente do FBI marcou uma nova entrega de dados, em 9 de outubro, que terminou com o casal preso. Eles irão responder às acusações de divulgação de dados confidenciais e violações do Atomic Energy Act (Ato da Energia Atômica, em tradução livre) dos EUA, que impede a comercialização de dados sobre energia nuclear dos EUA. O julgamento será realizado no estado da Vírginia do Oeste, em uma sessão da corte federal dos EUA, em 12 de outubro de 2021.

Ainda não se sabe até quantos anos de prisão Toebbe e sua esposa podem ser condenados, mas o caso está gerando várias comparações com o de Jonathan Pollard, que em 1987 foi preso e condenado a 30 anos de cadeia após ser acusado de negociar informações sensíveis da Marinha dos EUA com Israel.

Fonte: Canaltech

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