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Eneva tem lucro líquido recorde de R$686,5 mi no 4º tri

Marta Nogueira
·2 minuto de leitura

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Eneva registrou lucro líquido recorde de 686,5 milhões de reais no quarto trimestre, alta de 87,9% em relação ao mesmo período de 2019, com maior demanda por suas térmicas e maiores preços de venda de energia, disse à Reuters o diretor de Finanças, Marcelo Habibe, sobre balanço financeiro divulgado na noite de quarta-feira.

O Brasil registrou maior crescimento de consumo de energia entre outubro e dezembro, comparado com o mesmo período de 2019, surpreendendo projeções oficiais, segundo o executivo.

Por outro lado, a hidrologia abaixo do esperado no fim do terceiro trimestre prejudicou o nível de armazenamento dos reservatórios, demandando um maior número de térmicas. O efeito combinado levou a uma alta dos preços de energia.

"Trabalhamos com nossas térmicas praticamente no trimestre inteiro", disse Habibe, em uma conversa por telefone, reforçando o papel da companhia na garantia do abastecimento energético do país.

Como resultado, o lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda) consolidado ajustado (excluindo despesas com poços secos), atingiu 614,7 milhões de reais, impulsionado pelos maiores preços de venda de energia, despacho e menores custos operacionais.

"Em um ano de crise... a Eneva teve o melhor resultado de sua história, mostra a resiliência de seu plano de negócios", disse Habibe. "E não faltou energia no país... As térmicas tiveram papel fundamental", completou.

A receita operacional líquida da companhia no quarto trimestre somou 1,2 bilhão de reais, alta de 10% ante o mesmo período do ano anterior.

O executivo apontou ainda boas perspectivas para o resultado do primeiro trimestre, quando boa parte das térmicas permaneceram ligadas.

Em 2020, o lucro líquido atingiu 1 bilhão de reais, também um recorde e alta de 67,7% ante o ano anterior. Já o Ebitda ajustado foi de 1,617 bilhão de reais, alta de 8,2%.

NOVO CICLO DE CRESCIMENTO

Durante a entrevista, Habibe destacou que a companhia vive hoje um "novo ciclo de investimentos" e que continuará investindo em campanhas exploratórias em busca de gás.

Segundo ele, a Eneva se posiciona atualmente não só como uma empresa de gás e energia, mas sim como uma companhia para soluções energéticas, podendo buscar diferentes usos para o seu gás, como para a geração térmica e também para uso industrial.

A empresa incorporou 3,25 bilhões de metros cúbicos de reservas na Bacia do Parnaíba em 2020, equivalente a um índice de reposição de reservas 241%, e incremento de 62% das reservas do campo de Azulão no mesmo período.

Habibe pontuou ainda que avalia a aquisição de ativos no mercado e atualmente está em negociações com a Petrobras para a compra da totalidade de sua participação em sete concessões no Polo Ururu, localizado na Bacia de Solimões. O executivo evitou entrar em detalhes ou apontar prazos.

A empresa também estuda sua participação nos próximos leilões de energia. Segundo ele, a companhia está mirando participação em leilão de energia em setembro.