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Energia elétrica mais cara vai gerar perda de 166 mil empregos

·2 min de leitura
A perda prevista para 2022 é de R$ 14,2 bilhões. As informações são apontadas no estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) intitulada ‘Impacto econômico do aumento do preço da energia elétrica’. (REUTERS/Paulo Whitaker)
  • Crise hídrica causará uma queda de R$ 8,2 bilhões no Produto Interno Bruto do Brasil

  • 166 mil postos de trabalho serão fechados por causa do aumento da energia elétrica

  • Produtos importados poderão ser mais atraentes, aponta autora do estudo

A alta da energia elétrica vai cobrar um preço muito caro dos brasileiros. Com o aumento do valor e a crise hídrica, o Produto Interno Bruto sofrerá uma queda de R$ 8,2 bilhões. A perda prevista para 2022 é de R$ 14,2 bilhões. As informações são apontadas no estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) intitulada ‘Impacto econômico do aumento do preço da energia elétrica’.

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O estudo da CNI aponta também que o consumo familiar será reduzido em R$ 7 bilhões e as importações terão perdas por volta de R$ 2,9 bilhões. A perda de empregos deve girar em torno de 166 mil postos.

O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, destacou em nota que a crise de abastecimento dos reservatórios de água brasileiros afetou a produção de energia nas hidrelétricas (fonte mais barata) e aumentou o uso de usinas mais onerosas, como as termelétricas. Isso é um dos motivos para o salto da inflação.

"O alto custo dos impostos e dos encargos setoriais e os erros regulatórios tornaram a energia elétrica paga pela indústria uma das mais caras do mundo, o que nos preocupa muito, pois a energia elétrica é um dos principais insumos da indústria brasileira", afirmou Braga de Andrade. "Essa elevação do custo de geração de energia é repassada aos consumidores, com impactos bastante negativos sobre a economia”, afirmou Braga de Andrade, na abertura do estudo.

PIB do Brasil sofrerá retração com os problemas de energia elétrica

A autora do estudo, Maria Carolina Marques, economista da CNI, disse à Reuters afirmou que os impactos serão diferentes em cada indústria, mas o PIB geral deve perder R$ 2,2 bilhões, ou 0,17%, em relação a 2020.

O comércio também é afetado, uma vez que os custos mais altos no Brasil podem tornar produtos estrangeiros mais atraentes, mesmo com outros países também vendo custos mais altos de energia, disse Marques.

Segundo a economista, muitas das grandes economias globais, que estão sofrendo com a alta dos preços de commodities como petróleo e gás natural, já tinham matrizes energéticas pesadas em fontes de energia mais caras, enquanto o Brasil vive um choque devido à grande dependência das hidrelétricas.

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