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Endividamento cria a categoria dos ‘devedores crônicos’

As famílias mais pobres são as mais impactadas pelo endividamento (Getty Image)
As famílias mais pobres são as mais impactadas pelo endividamento (Getty Image)
  • Dados mostram que 77,7% das famílias estão com alguma conta vencida

  • O número é o maior da série histórica registrada desde 2010

  • Boa Vista diz que que 83% dos endividamentos enfrentam atrasos superiores a 90 dias

Dever dinheiro virou uma condição natural para o brasileiro. Ao menos 7 a cada 10 famílias brasileiras têm uma dívida. Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apontou que o país tem o maior percentual de famílias endividadas desde o início da série histórica, em janeiro de 2010.

Não é só uma questão pontual. O Boa Vista aponta que 83% dos endividamentos enfrentam atrasos superiores a 90 dias. Dados apontam que o registro inadimplentes voltou a crescer em maio, pela quarta vez seguida. Em relação ao mesmo mês no ano passado, o indicador de dívidas em atraso subiu 12,7%. A entidade alerta que a curva continuar “acelerada”.

O cartão é um dos principais responsáveis pelos débitos. Com essa disparada nos atrasos, o rotativo já tem o segundo maior índice de atrasos da série histórica. O fenômeno pode estar atrelado à combinação da alta na inflação com a fraqueza do mercado de trabalho.

Os números não param de crescer. Na média dos últimos 12 meses, brasileiros tomaram R$ 17,9 bilhões por mês no rotativo. Isso significa que os consumidores têm adiado quase R$ 18 bilhões por mês em dívidas para a fatura do mês seguinte na esperança de que a situação financeira fique mais confortável.

No total, 77,7% das famílias estão com alguma conta vencida, como prestação de imóvel ou carro, gastos parcelados no cartão de crédito ou empréstimo pessoal. As famílias mais pobres são as mais impactadas pelo endividamento. Na faixa com a renda de até dez salários mínimos, cerca de 31,9% possuem contas em atraso, o maior nível já registrado.

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