Empresas nacionais estão contratando mais CEOs que multinacionais

SÃO PAULO - Empresas nacionais estão contratando mais altos executivos do que as multinacionais. Segundo a uma pesquisa da Page Executive, 54% das contratações de CEOs (Presidentes), CFOs (Diretores Financeiros) e COOs (Diretores de Operações) são de empresas de capital nacional.

A contratação desses executivos também cresceu 5% no Brasil e, entre os cargos mais demandados, quase metade das empresas está concentrada na busca por CEOs. Na sequência, a demanda por diretores financeiros representa 20%.

O aumento da procura é o reflexo de um primeiro semestre com fraco desempenho da economia brasileira, o que dificultou tomada de decisões por parte das empresas e a contratação de novos profissionais, somado a uma forte retomada nas contratações no segundo semestre deste ano.

Porte das empresas
Entre as empresas nacionais que procuram os altos executivos, mais de 60% do volume está concentrado em empresas de controle familiar. Cerca de 34% das contratações são de empresas com faturamento de R$ 100 milhões a R$ 500 milhões e 25% de até R$ 100 milhões. As startups também estão contratando, com 18% das ofertas.

De acordo com o diretor executivo da Page Executive, Fernando Andraus, o aumento do volume de fusões e aquisições e a forte entrada da indústria de private equity no Brasil impactou a movimentação de altos executivos. “O cenário econômico atual exige profissionalização maior da gestão e mesmo quando não há a aquisição, há um forte movimento de preparo das empresas de controle familiar médias para movimentos societários”, aponta o executivo.

Características de liderança
A pesquisa também revelou as 3 características mais reconhecidas pelas empresas quando buscam esse profissionais. O conhecimento em fusões e aquisições é fundamental no currículo dos interessados. Em seguida, é preciso ter um perfil pessoal para transitar em ambientes empresariais familiares e, ao mesmo tempo, saber transitar nos fundos de investimentos e, por último, os novos CEOs precisam ter uma personalidade “mão na massa” (além de comandar), especialmente quando lidam com um processo de transição societária.

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