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Empresas financeiras gastam em média US$ 2 milhões para contornar ransomware

·3 minuto de leitura

A busca por ganhos rápidos e ataques devastadores para forçar o pagamento de um resgate transformou o setor financeiro em um dos alvos principais dos criminosos que praticam o sequestro digital. Os prejuízos de um golpe desse tipo, entretanto, não param na interrupção das operações e pagamento de resgates, com uma pesquisa mostrando que, em média, US$ 2 milhões são gastos nos esforços de recuperação de dados e sistemas para as companhias do segmento.

Os dados são da Sophos, empresa especializada em cibersegurança, e mostram vários contrastes. Ao mesmo tempo em que o segmento financeiro é um dos mais atingidos, com 34% das empresas afirmando terem sido vítimas de ataques apenas neste ano, este também é um dos setores mais resilientes, com apenas 25% das vítimas efetivamente pagando o resgate, na segunda menor taxa do tipo e bem abaixo da média global desse quesito, que é de 32%.

Por outro lado, há também uma eficácia significativa no sucesso dos ataques de ransomware contra o setor financeiro, com 51% das empresas entrevistadas pela Sophos afirmando que os criminosos efetivamente conseguiram bloquear os dados. Destas, 62% foram capazes de restaurar arquivos e sistemas a partir de backups, o que explica a taxa mais baixa de pagamentos, mas também os custos maiores de recuperação. A média global desses esforços, de acordo com o estudo, é de US$ 1,85 milhão.

“Diretrizes rígidas no setor de serviços financeiros encorajam fortes defesas. Infelizmente, também significam que um acerto direto com ransomware provavelmente será muito caro”, explica John Shier, consultor sênior de segurança da Sophos. Ele cita que fatores como multas regulatórias, a reconstrução de sistemas de TI e os danos à reputação da marca, que também exige reconstrução principalmente em caso de vazamento de dados de clientes, são também os que ajudam o total de recuperação a atingirem as alturas.

Ofensiva no horizonte

Entretanto, não é como se existisse alguma outra opção para o segmento financeiro, que deve seguir como um dos mais visados do mundo para os cibercriminosos. O investimento em backups e esforços de recuperação, na mesma medida, também deve seguir como uma prioridade. “O setor tem muito em jogo para não definir um plano defensivo em profundidade para proteger, detectar e bloquear ataques”, completa Shier.

Uma das rotas centrais indicadas pelo especialista é a combinação de tecnologias anti-ransomware com sistemas de monitoramento de ameaças operados por humanos, capazes de detectar quando algo de errado está acontecendo na rede. Na visão dele, os investimentos ajudam a minimizar o impacto e, por consequência, também os danos à reputação e prejuízos financeiros oriundos de um ataque dessa categoria.

É uma forma, aponta, de se prepararem para uma situação parece inescapável. 40% das empresas que participaram do estudo da Sophos acreditam ser inevitável que acabem atingidas por ransomware, enquanto outras 47% citam que isso ocorre porque os golpes se tornaram tão sofisticados que passaram a serem difíceis de se impedir. Olhar para o lado também causa temor, com 45% dos entrevistados afirmando pensarem que estarão na mira em breve porque outras organizações parecidas já sofreram golpes.

A pesquisa da Sophos entrevistou 5,4 mil executivos de tecnologia, sendo 550 de organizações de serviços financeiros, em 30 países do mundo.

Fonte: Canaltech

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