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Empresas de avatares digitais movimentam milhões, de olho no metaverso

·4 min de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - ,Grandes revistas de moda, Vogue, Elle, Harper 's Bazaar, Glamour, já deram páginas para a modelo Shudu. Ela faz campanha para a Hyundai, usa jóias da Tiffany e tem mais de 200 mil seguidores no Instagram.

Shudu não é uma pessoa, é um personagem digital 3D e agenciado.

Ela, Miquela, J-YUNG, Daisy, Candy e uma série de outros perfis representam um mercado difícil de nomear, mas que movimenta milhões de dólares.

Não podem ser chamados de influenciadores digitais, porque esse termo designa pessoas que usam a internet para promover produtos, ideias ou qualquer coisa. São personagens digitais, avatares ou influenciadores virtuais, como se convencionou chamá-los.

Shudu foi criada em 2018 pelo designer Cameron-James Wilson, dono da The Diigitals, uma agência na Califórnia dedicada somente a modelos virtuais. Ela pode ser facilmente confundida com uma pessoa real se estampada em um catálogo de moda ao lado de modelos reais.

Ela e Miquela (a mais famosa, com 3 milhões de seguidores no Instagram) já fazem sucesso na internet há quatro anos, mas hoje seus criadores saem na frente à medida que a indústria começa a investir em possibilidades para o metaverso.

Companhias de tecnologia como Meta (ex-Facebook) e Microsoft investem para que a próxima década seja de ainda mais fusão entre físico e digital, com ambientes virtuais acessados por meio de óculos e outros objetos de realidade aumentada.

"Fundei a agência em 2018, quando quis dar um passo para trás na minha carreira de fotógrafo e encontrar algo mais criativo. Com arte 3D, você cria qualquer coisa que possa imaginar, tudo a partir do computador de casa", diz Wilson.

Com o apelo do metaverso, ele afirma que suas modelos digitais passaram a fazer mais sentido para as marcas.

"Representam até benefícios de sustentabilidade. Recentemente, vimos eventos de moda se tornarem digitais para diminuírem a pegada de carbono associada ao evento", afirma.

O designer não fala de finanças, mas suas personagens estão associadas a marcas como Mercedes-Benz, Coca Cola e Samsung, além de todas as publicações de moda em que apareceram.

De olho nesse cenário, uma empresa brasileira fundada há nove meses já recebeu um aporte de R$ 20 milhões para criar avatares. A primeira exemplar chama-se Satiko e foi encomendada por Sabrina Sato. O valor pago pela personagem não é divulgado.

"Foi um trabalho de três meses para definir sua personalidade, imagem, como seria, o que representaria", diz Rodrigo Tavares, presidente da Biobotics. "A celebridade tem que amar o avatar dela. Se não amar, não a lançamos."

Sabrina e Satiko interagem pelas redes sociais. Satiko tem uma pinta no meio da testa, olhos puxados e uma personalidade 'good vibes'.

"Sou um ser em constante mudança. Me adapto conforme o mundo evolui. Cresço e aprendo todo o tempo. Sou ageless. Sou livre. Sou o agora. Sou múltipla", diz em uma postagem no Instagram.

A Biobotics, autodenominada primeira agência de modelos digitais no Brasil, tem uma equipe multidisciplinar de 25 pessoas. Desenvolve da modelagem 3D do avatar à animação e ao gerenciamento do personagem nas redes sociais.

"Vimos que era uma tendência nos Estados Unidos, na Ásia, com grandes empresas e artistas patrocinando avatares. Não havia no Brasil um trabalho nesse sentido, a não ser a Lu, do Magalu [Magazine Luiza], influenciadora virtual com o maior engajamento do planeta", diz Tavares.

A personagem do Magazine Luiza é um bom exemplo do setor. Iniciou como um robô de auxílio no comércio eletrônico em 2003 e hoje é até "contratada" para aparecer em perfis de outras marcas.

Por que uma empresa contrataria um personagem virtual se pode pagar uma celebridade para fazer propaganda? Para Fátima Pissara, dona da Mynd8, agência de projetos de marketing de influência e de gestão de influenciadores, um avatar pode funcionar como uma extensão do artista.

"Para a marca, pode valer a pena porque o personagem se aproxima do público, gera uma sensação de amizade virtual. A Sabrina Sato não tem tempo para fazer tudo, mas a Satiko pode representá-la na internet", diz.

O canal de Miquela no YouTube tem mais de 280 mil inscritos. Ele dá a dimensão do potencial de marketing que uma animação fictícia pode gerar a outras marcas.

Clipes de Miquela viraram música-tema de série da Amazon e ela aparece com dezenas de artistas em seu canal, que dialoga principalmente com o público jovem e ligado do TikTok.

Segundo a Vogue americana, empresas pagam no mínimo US$ 8.500 (R$ 48,4 mil) para que Miquela cite suas marcas no Instagram.

Uma estimativa da empresa MediaKix, de marketing de influência, aponta para o gasto global de US$ 5 bilhões (R$ 28,4 bilhões) a US$ 10 bilhões (R$ 57 bilhões) com influenciadores em 2020, sendo US$ 2,3 bilhões (R$ 13 bilhões) apenas no Instagram.

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