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Empresas afetadas por vírus buscam linhas de crédito: Fontes

Paula Seligson e Jeannine Amodeo

(Bloomberg) -- Algumas das empresas mais atingidas pelo coronavírus Covid-19 começam a conversar com bancos sobre empréstimos de curto prazo que forneceriam certa proteção durante o surto, segundo pessoas a par do assunto.

As discussões são preliminares e ocorrem principalmente com companhias aéreas, disseram as pessoas, que não quiseram ser identificadas. Empresas de setores como energia, viagens e lazer com títulos de alto rendimento ou com grau de investimento também avaliam linhas de crédito de backup, acrescentaram.

As estruturas dos financiamentos ainda estão em discussão, mas podem incluir empréstimos-ponte de um ano, empréstimos a prazo de 364 dias que usam aeronaves como garantia ou linhas de crédito rotativo adicionais, disseram. Empréstimos com grau de investimento podem ser concedidos por vários bancos ou coordenados por um pequeno grupo de instituições, acrescentou uma das pessoas.

Na terça-feira, a Royal Caribbean Cruises disse que aumentou a capacidade de crédito rotativo em US$ 550 milhões para reforçar a liquidez. E a Norwegian Cruise Line divulgou na segunda-feira que havia fechado um novo empréstimo.

Também na segunda-feira, o Federal Reserve e outros reguladores do setor bancário dos EUA instaram instituições financeiras a “trabalhar construtivamente” com empresas e outros clientes afetados pelos efeitos financeiros do vírus.

As companhias aéreas em negociação com bancos ainda não enfrentam problemas de liquidez, mas isso poderia ocorrer nos próximos meses se a situação piorar. Empresas de vários setores buscam garantir financiamento temporário até que os problemas com o vírus diminuam.

Em menos de dois meses, ações da Norwegian Cruise Line e das rivais Carnival Corp e Royal Caribbean Cruises perderam mais da metade do valor. Os títulos da Norwegian são classificados no topo da escala de alto risco.

Recentemente, a Boeing também conseguiu uma linha de crédito temporária para ter flexibilidade enquanto espera a retomada dos voos do modelo 737 Max. A empresa já usou US$ 7,5 bilhões do empréstimo de US$ 13,825 bilhões de 2 anos que permite saques pré-definidos.

Para contatar o editor responsável por esta notícia: Daniela Milanese, dmilanese@bloomberg.net

Repórteres da matéria original: Paula Seligson New York, pseligson@bloomberg.net;Jeannine Amodeo New York, jamodeo3@bloomberg.net

Para entrar em contato com os editores responsáveis: Natalie Harrison, nharrison73@bloomberg.net, Claire Boston, Adam Cataldo

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