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Previdência: Empresários não acreditam em impacto positivo nos negócios, afirma pesquisa

Somente 17,6% dos entrevistados da pesquisa acreditam em um forte impacto positivo (AP Photo/Eraldo Peres)

O Centro de Estudos em Negócios do Insper, com apoio do Santander, realizou um levantamento feito em conjunto com a pesquisa do Índice de Confiança dos Pequenos e Médios Negócios (IC-PMN) sobre as perspectivas de pequenos e médios empresários de todo Brasil em relação à Reforma da Previdência.

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Para 60,4 % dos pequenos e médios empresários entrevistados pelo Insper, a reforma da Previdência é irrelevante, não terá impactos ou fará pouca diferença para seus negócios. Somente 17,6% acreditam em um forte impacto positivo.

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Algunas dados apresentados nesse levantamento: 26,6% afirmaram que a Reforma da Previdência trará sim impactos aos seus negócios, mas que serão pequenos. Somente 17,6% acreditam que o impacto positivo será significativo. Entre os entrevistados, 19,9% disseram que para eles a reforma não trará nenhum impacto. Outros 13,9% acreditam que a mudança no sistema previdenciário do país será irrelevante para o negócio. Por fim, 22% dos empresários não sabem ou não opinam sobre os impactos da reforma da Previdência.

Os dados foram obtidos por meio de entrevistas telefônicas com 1.287 pequenos e médios empresários de todo o país, de 16 a 20 de setembro deste ano – antes de sair o resultado final da votação da Reforma, mas com sua eventual aprovação já quase certa.

(Reprodução/Insper)

Gino Olivares, professor do Insper e pesquisador responsável pelo Índice de Confiança dos Pequenos e Médios Negócios (IC-PMN) falou com exclusividade para o Yahoo sobre a pesquisa: “Reconhece-se que haverá um impacto sobre a economia como um todo e, em particular, no ambiente de negócios. Isso mesmo quando não são visíveis, pelo menos no curto prazo, os benefícios da reforma. E por não ter impacto relevante nas despesas no curto prazo, é difícil para os empresários fazerem uma avaliação do impacto da reforma nos seus negócios”, avalia o professor.

A pesquisa traz ainda as impressões dos empresários de pequeno e médio porte divididas pelo setor de atuação (Comércio, Indústria e Serviços):

(Reprodução/Insper)

O IC-PMN também traz os dados quanto a confiança dos empresários de pequeno e médio porte em relação ao mercado nacional. O que se pode constatar é que os empreendedores estão menos confiantes nos negócios para este quarto trimestre. O Índice de Confiança dos Pequenos e Médios Negócios (IC-PMN), caiu 6,1%, em comparação ao período de julho a setembro deste ano, e ficou em 67,6 pontos. “Voltamos aos níveis do quarto trimestre do ano passado. A queda nos indica que efetivamente o pequeno e médio empresário ficou mais apreensivo na passagem do terceiro para o quarto trimestre”, diz o professor Gino Olivares.

O recuo no nível de confiança no mercado foi registrado em todas as regiões do país. No Centro-Oeste, houve a maior redução: 8,0%. Depois, aparecem Nordeste (7,9%), Norte (7,5%) e Sul (6,8%). O Sudeste ficou em último, com diminuição de 4,6%. O cenário repetiu-se no recorte por setores. A Indústria apresentou a maior baixa, de 8,4%. Em Serviços e no Comércio, o índice sofreu queda de 7,1% e 4,8%, respectivamente.

(Reprodução/Insper)

** A margem de erro da pesquisa IC-PMN é de 3% para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.