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Empresa propõe criar habitats infláveis na Lua

A Pneumocell, empresa especializada em habitats infláveis, investigou em um novo estudo a viabilidade de um habitat lunar inflável chamado PneumoPlanet. No estudo, a empresa analisou como seria um futuro assentamento lunar montado com base nestas estruturas, que ficariam perto dos polos lunares em função da luz solar, que incide quase sempre ali. Os habitats teriam espelhos, que iriam refletir a luz do Sol para estufas em seu interior.

O estudo foi desenvolvido após a Pneumocell enviar a proposta para a plataforma Open Space Innovation, da Agência Espacial Europeia (ESA), em busca de ideias promissoras para pesquisas espaciais. No projeto, a empresa propôs habitats com estrutura de quartos modulares, que podem ser conectados para estender a estrutura total.

Os módulos infláveis principais seriam estufas com diâmetro de até 22,2 m, conectadas umas às outras por um sistema de túneis. No lado externo delas, haveria módulos adicionais com áreas de convivência e trabalho. Após serem inflados, os habitats ficariam enterrados sob até 5 m de regolito lunar, para serem protegidos da radiação e do impacto de micrometeoritos.

Na parte superior de cada um deles, haveria uma estrutura com uma membrana espelhada, que seria posicionada para acompanhar o Sol no céu. Depois, a luz solar refletida por ela seria direcionada para uma cratera artificial. No interior dela, haveria um espelho em forma de cone, que iria refletir a luz novamente em direção à estufa nos arredores.

Quando comparado com outros habitats lunares, a empresa considera que o projeto tem a proteção mais efetiva contra a radiação, e exigiria a menor quantidade de energia para o processo de construção e operação. A empresa destaca que uma continuidade lógica do estudo seria a construção de um protótipo na Terra, que poderia servir para a investigação de detalhes variados dos componentes sugeridos.

O estudo foi apoiado pelo programa Basic Activities, da Agência Espacial Europeia, e foi disponibilizado na Biblioteca de Estudos da ESA.

Fonte: Canaltech

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