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Empresa de 'Faraó dos Bitcoins' movimentou, em 12 meses, o equivalente a 5% do PIB do estado do Rio, em 2018

·2 minuto de leitura

A GAS Consultoria, do ex-garçom Glaidson Acácio dos Santos, de 38 anos, movimentou em suas contas R$ 17 bilhões, de junho de 2020 a maio de 2021, o equivalente a 5% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado do Rio, registrado em 2018. O total do PIB fluminense naquele ano foi de 758,86 bilhões. A informação consta do relatório da Polícia Federal (PF), concluído na última quinta-feira, que indiciou, além do dono da GAS, conhecido como "faraó dos Bitcoins", mais 21 pessoas entre supostos consultores e "laranjas" da organização criminosa. Todos são apontados como suspeitos de crime contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro.

O documento da PF informa ainda que no período de 3 de novembro de 2015 a 20 de maio de 2021, a empresa de Glaidson movimentou R$ 38,223 bilhões. Sendo assim, de acordo com o relatório, os R$ 17 bilhões de junho de 2020 a maio de 2021, corresponderiam a 44% do total dos últimos seis anos. Os dados foram obtidos do Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), ao qual O GLOBO teve acesso.

Os delegados Guilhermo de Paula Machado Catramby e Carlos Eduardo de Resende Chamberlini, que assinam o relatório, usaram os valores do PIB para chamar a atenção para o montante. Em certo trecho do documento, os policiais federais destacam: " Para se ter uma dimensão da magnitude do abalo do Sistema Financeiro Nacional perpetrado pelos agentes, o valor corresponde a aproximadamente 5% do PIB do estado do Rio em 2018”. Ainda segundo os investigadores, a movimentação foi superior aos PIBs de estados como Acre (R$ 15 bi), Amapá (R$ 16 bi), Roraima (R$ 13 bi) e Tocantins (R$ 35 bi).

Glaidson foi preso no dia 25 de agosto, durante a Operação Kryptos da Polícia Federal, que contou com o apoio do Ministério Público Federal (MPF) e da Receita Federal. A ação resultou na prisão do ex-garçom, com quem foram encontrados, segundo a polícia, cerca de R$15,3 milhões em dinheiro vivo. A principal área de atuação do grupo era Cabo Frio e algumas cidades da Região dos Lagos. A mulher de Glaidson, a venezuelana Mirelis Yoseline Diaz Zerpa, de 38 anos, se encontra foragida. Segundo a PF, ela está nos Estados Unidos.

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