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Empresa está 'feliz' em perder R$ 74 milhões do Facebook

Lush deixará de faturar mais de R$ 70 milhões, mas acredita que esse é o movimento certo para apoiar seus consumidores. (REUTERS/Arnd Wiegmann) (REUTERS)
  • Lush renunciou a todas suas redes sociais em um movimento que vem se tornando padrão

  • Presidente da companhia explica que abusos das redes sociais é um dos motivos da saída

  • Empresa é uma das pioneiras em questões ecológicas no mundo dos produtos de banho

Sair da mídia social é difícil de fazer, mesmo quando não custa nada para você. Então, quando o presidente-executivo da Lush, Mark Constantine, fechou milhares de contas do Facebook, Instagram, Snapchat e TikTok na sexta-feira (26), o maior dia de compras do ano, ele sabia que deixar milhões de telas de clientes prejudicaria seu negócio.

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Suas contas no Facebook e Instagram sozinhas tinham 10,6 milhões de seguidores e o vazio resultará em um impacto estimado de £ 10 milhões (R$ 74 milhões) nas vendas, mas Constantine, um dos cofundadores da empresa, disse que "não tinha escolha" depois que denunciantes chamaram a atenção para o impacto social negativo sites de mídia como o Instagram estão afetando a saúde mental dos adolescentes.

“Nos apertamos durante o período da Covid, isso não vai nos destruir”, diz Constantine sobre as consequências financeiras da decisão. Ele ficou incomodado com o vazamento de uma pesquisa do Facebook que sugeria que seu aplicativo do Instagram tornava os problemas de imagem corporal piores para adolescentes. “Eu apenas pensei 'Essa é sua própria pesquisa e eles estão ignorando-a e estamos atraindo pessoas para sua plataforma'. Não tínhamos escolha. Lush atrai um monte de garotas dessa idade”, afirmou em entrevista ao Guardian.

Questões éticas do Facebook preocupam a Lush

O empresário de 69 anos tem tentado administrar um império ético da beleza desde o início da empresa com sede em Poole em 1995 com cinco outras pessoas, incluindo sua esposa, Mo. Ao longo dos anos, o fornecedor de bombas para banho tomou uma posição contra todos os tipos de questões, desde o flagelo do plástico descartável até a caça à raposa e a perseguição de ativistas por policiais disfarçados.

Como muitos pelo mundo, Lush já tentou sair das mídias social antes. Ele disse que não postaria mais em 2019 apenas para voltar, já que a pandemia fechou suas lojas e a web se tornou a única forma de se comunicar com os compradores. Ele não excluiu suas contas, mas assinou com uma postagem que encorajava seus seguidores a “parar de rolar a página e ir para outro lugar”.

Acima de tudo, Constantine diz que a Lush, que doa uma média de £ 8 milhões (R$ 59,5 milhões) por ano para instituições de caridade, coloca o “cuidado com as pessoas” em primeiro lugar e não pode ignorar as ligações feitas entre o uso de mídia social e pensamentos suicidas e quer que as plataformas tenham diretrizes de melhores práticas mais fortes para proteger os usuários.

Com 400 lojas próprias em todo o mundo e vendas de £ 438 milhões (R$ 3,2 bilhões) em 2020 (o negócio tem o dobro desse tamanho se outras parcerias forem incluídas), a Lush sobreviveu à pandemia, embora com algumas cicatrizes. Lockdowns cortou um quinto de seu faturamento e terminou o ano £ 45 milhões (R$ 335 milhões) no vermelho, embora Constantine diga que as vendas se recuperaram e agora está financeiramente "mais forte do que nunca".

O Facebook está enfrentando um novo escrutínio depois que milhares de documentos internos vazaram por Frances Haugen, uma ex-gerente de produto da empresa de mídia social. Entre as mais prejudiciais estava a alegação de que sabia que seus produtos estavam prejudicando a saúde mental dos adolescentes. A empresa montou uma defesa vigorosa, declarando: “Sugerir que encorajemos conteúdo ruim e não façamos nada simplesmente não é verdade”.