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Empresa dos EUA quer levar impressoras de hologramas 3D para dentro da sua casa

Igor Almenara
·3 minuto de leitura

Uma companhia dos Estados Unidos lançou a primeira impressora de hologramas em 3D caseira do mundo. Apresentado numa caixa curiosa e acompanhado por filmes proprietários para a impressão de figuras tridimensionais, o aparelho leva o conceito de impressões holográficas para o ambiente doméstico de forma reduzida e para fins recreativos — ainda que seja extremamente caro.

A mais recente invenção da companhia LitiHolo é a Desktop 3D Hologram Printer, uma caixa azul ligeiramente translúcida equipada com tecnologia inspirada em máquinas de laboratórios, mas reduzida ao tamanho de uma impressora 3D comum e adaptada para criações mais simples, feitas a partir de qualquer computador.

(Imagem: Divulgação/LitiHolo)
(Imagem: Divulgação/LitiHolo)

“Essa tecnologia é praticamente exclusiva dos setores de pesquisa de universidades e alguns laboratórios corporativos", descreve a fabricante. "Cada uma [das impressoras] é construída sob demanda e toma o espaço de uma sala inteira para a instalação de lasers de ponta e equipamento óptico”, prossegue.

Compacta e complexa

Embora seja uma solução reduzida, a impressora de hologramas da LitiHolo é tão complexa quanto as alternativas profissionais. O aparelho recolhe múltiplas perspectivas de uma mesma imagem ou objeto — que devem ser fornecidas pelo usuário, logicamente — e as fragmenta em registros únicos para formação do holograma. Tudo fica registrado em partes chamadas de hogel.

A impressora, então, interpreta cada um desses hogel e os insere num material apropriado através de lasers de alta precisão. O processo por si só já é bem interessante de acompanhar e remete às impressoras 3D convencionais, mas com as peculiaridades da produção de hologramas.

Depois de pronto, o resultado é um holograma com aproximadamente 10,15 cm de largura e 12,7 cm de comprimento, com hogel de proporções 1x1 mm. Cada uma das demonstrações da LitiHolo apresenta um holograma monocromático, algo que deve ser uma limitação do produto no momento.

O processo de criação, por sua vez, leva tempo — os vídeos demonstrativos foram acelerados para deixar o conteúdo mais dinâmico. A manipulação dos filmes adaptados também precisa ser cuidadosa, com avisos estampados na caixa que recomendam sua abertura “apenas em lugares escuros ou salas pouco iluminadas”.

(Imagem: Divulgação/LitiHolo)
(Imagem: Divulgação/LitiHolo)

As impressões apresentam os objetos com um efeito tridimensional bastante interessante ou, quando quadros de vídeos compõem os elementos do holograma, passam a sensação de movimento ao variar o ângulo de visão sobre o filme.

Brincadeira (cara) de gente grande

A impressora de hologramas já alcançou sua meta principal no Kickstarter, logo no primeiro dia sendo classificada como destaque pela plataforma — ela bateu sua meta de arrecadação de US$ 30 mil em apenas 25 minutos. Contudo, não ache que todos os apoiadores receberão uma unidade dessas em casa: na verdade, as opções mais baratas de colaboração não rendem uma unidade do produto, mas somente pequenos brindes.

Para integrar a faixa dos primeiros usuários da impressora 3D, é necessário investir no mínimo US$ 999 — R$ 5,5 mil na cotação de hoje. O pacote garante o envio das primeiras unidades e filmes proprietários para impressão, e por um adicional de US$ 90 é possível levar um expositor caseiro para as criações. A maior das faixas de colaboração chega a US$ 3.000 (mais de R$ 15 mil), por isso, esse está longe de ser um passatempo barato.

A invenção da LitiHolo é um grande avanço na portabilidade de impressoras de hologramas, mas está longe de ser um aparelho indispensável para o cotidiano. Sua finalidade meramente decorativa, processo de criação delicado e alto custo de entrada a distanciam do público comum, entretanto, são claros os avanços da tecnologia que logo pode ter mais espaço em molduras espalhadas pela casa.

Para os curiosos, a Desktop 3D Hologram Printer está disponível para compra no Kickstarter e a campanha de financiamento coletivo vai até 2 de abril deste ano.

Fonte: Canaltech

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