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Empresa dona do helicóptero onde estava Boechat não podia transportar passageiros

Folhapress

A empresa RQ Serviços Aéreos Especializados Ltda, dona do helicóptero de matrícula PT-HPG, que caiu nesta segunda-feira (11) no acidente que matou o jornalista Ricardo Boechat, 66, não estava autorizada a fazer o serviço de táxi aéreo, ou seja, a transportar passageiros, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

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A empresa estava certificada para prestar Serviços Aéreos Especializados (SAE), que incluem aerofotografia, aeroreportagem e aerofilmagem.

“Qualquer outra atividade remunerada fora das mencionadas não poderia ser prestada. Tendo em vista essas informações, a Anac abriu procedimento administrativo para apurar o tipo de transporte que estava sendo realizado no momento do acidente”, afirmou a Anac, em nota.

A agência informou que o helicóptero estava em situação regular, com “Certificado de Aeronavegabilidade (CA) válido até maio de 2023, e a Inspeção Anual de Manutenção (IAM) em dia até maio de 2019”.

A aeronave, da fabricante Bell Helicopter, era pilotada por Ronaldo Quatrucci, que também morreu no acidente. Segundo a Anac, as licenças e habilitações do piloto estavam válidas.

General Heleno representará Bolsonaro no enterro de Boechat

A pedido do presidente Jair Bolsonaro, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, irá representá-lo nesta terça (12) no velório e sepultamento do jornalista Ricardo Boechat. Segundo o presidente, ele e o jornalista eram amigos “há mais de 30 anos”. Bolsonaro disse o apelido “Jacaré” foi dado por ele a Boechat.

Bolsonaro disse que se inspirou no animal para brincar com o jornalista que “gostava de falar e vivia de boca aberta no bom sentido”. A revelação foi feita pelo presidente durante entrevista na tarde de segunda (11) ao programa do jornalista José Luiz Datena, na TV Bandeirantes.

“Estamos muito pesarosos, muito sentidos com esse passamento trágico do nosso amigo Ricardo Boechat. Que Deus conforte a sua família, a família brasileira que grande parte é admiradora como jornalista”, disse o presidente, que está internado no Hospital Albert Einstein, recuperando-se da retirada da bolsa de colostomia.

Em seguida, Bolsonaro acrescentou que o brasileiro vive “momentos difíceis”. “Todo povo brasileiro que está vivendo momentos difíceis, um atrás do outro, a gente pede a Deus que dê um ponto final nisso. Um abraço a todo mundo, do amigo de vocês, Jair Bolsonaro.”