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Empresa do mais jovem bilionário brasileiro nega liderar importação de vacinas para o setor privado

Marcus Couto
·2 minuto de leitura
Pedro de Godoy Bueno, presidente do grupo Dasa
Pedro de Godoy Bueno, presidente do grupo Dasa

A Dasa, um grupo privado bilionário de medicina brasileiro, que inclui centros laboratoriais e hospitais, e que tem como CEO o jovem Pedro de Godoy Bueno, de 30 anos, negou por meio de nota enviada à imprensa a informação de que estaria “liderando” as negociações para a importação de um lote de 33 milhões de doses da vacina da AstraZeneca contra a Covid-19.

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As informações foram originalmente publicadas em reportagem da Folha de S.Paulo.

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Segundo a matéria, o plano incluiria doar metade dos imunizantes ao SUS, enquanto a outra metade seria dividida entre as empresas envolvidas na negociação, para distribuição entre funcionários e familiares.

Ainda de acordo com a Folha, entre as empresas participantes estariam Vale, Gerdau, JBS, Oi, Vivo, Ambev, Petrobras, Santander, Itaú, Claro, Whirlpool e ADN Liga.

Em nota enviada à imprensa, a Dasa negou a história:

“A Dasa nega todas as informações veiculadas sobre compra de vacinas e reitera que não está liderando, nem participando de nenhuma negociação com a AstraZeneca, nem com outros players de mercado”, diz a empresa em comunicado.

No entanto, a empresa confirma ter “sondado” a disponibilidade de comercialização da vacina para empresas privadas, e argumenta que “esforços de imunização devem ser complementares para que o país possa se livrar do cenário de crise o quanto antes, considerando imunizantes devidamente validados, com resultados publicados e regulados pela Anvisa e respeitando o PNI [Programa Nacional de Imunização]”

Neste início de ano, com a valorização das ações da Dasa na bolsa de valores, a fortuna de Pedro (o mais jovem bilionário do Brasil) e da sua família, incluindo a irmã, Camilla de Godoy Bueno Grossi, e a madrasta Dulce Pugliese de Godoy Bueno, saltou incríveis R$ 34 bilhões (cerca de US$ 6,5 bilhões segundo a Forbes), para um total de R$ 56,6 bilhões.

O bom desempenho da empresa na bolsa de valores vem na esteira de uma série de decisões estratégicas vistas como promissoras pelos investidores, como a aquisição do grupo hospitalar Leforte, em negócio estimado em R$ 1,77 bilhão.

Somente com esse negócio, as ações subiram, segundo a Forbes, 45% num único dia, de R$ 58,51 para R$ 70,05.

Outro ponto que destacou a Dasa foi sua atuação na resposta à crise do coronavírus: realizou testes da vacina da Covaxx no Brasil, e doou R$ 15 bilhões para o seu desenvolvimento, além de ter participado da detecção de uma mutação do vírus no país.

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