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Empresa de e-commerce Wayfair vira alvo de teoria da conspiração

Wayfair, alvo de nova teoria da conspiração. (Foto: Suzanne Kreiter/The Boston Globe via Getty Images)

Uma teoria da conspiração, envolvendo acusações infundadas sobre a suposta existência de uma rede global de tráfico sexual de menores, e um grupo de políticos poderosos pedófilos que “controlariam” a sociedade, ganhou nos últimos dias um novo capítulo. Usuários do fórum online Reddit acusam – sem qualquer prova – a empresa de comércio eletrônico Wayfair de fazer parte desse esquema de tráfico de crianças. 

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Acontece que essa teoria da conspiração está se espalhando, e muitos usuários influenciares do Instagram nos Estados Unidos, alguns com centenas de milhares seguidores, têm se posicionado sobre o assunto, questionando a veracidade do envolvimento da Wayfair no caso. 

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A Wayfair é uma empresa que vende pela internet itens domésticos e mobília para casa, coisas como armários, cômodas e itens semelhantes. A teoria começou quando alguns usuários notaram que no site da empresa, alguns itens apareciam com valores exageradamente altos, como armários vendidos por mais de US$ 13 mil. 

Esses mesmos itens com preços exorbitantes têm nomes humanos – prática não incomum entre empresas de mobiliário, de intitular suas linhas com nomes humanos –, e, segundo os criadores da teoria da conspiração, esses nomes coincidem com os nomes de crianças desaparecidas nos Estados Unidos. 

Ou seja: a teoria – de novo, sem qualquer comprovação factual – é de que a Wayfair faria parte dessa rede internacional de tráfico de crianças, e que a empresa faria a venda dessas crianças por meio do seu site, abertamente, para qualquer um visualizar, com a única proteção do “disfarce” de uma venda de fachada, através dos anúncios supostamente falsos de móveis. 

As teorias da conspiração relacionadas a essa suposta rede de tráfico internacional de menores muitas vezes estão ligadas a grupos da extrema-direita, apoiadores de Donald Trump, que vêem no atual presidente dos Estados Unidos uma figura “heróica” que estaria lutando contra esse suposto grupo de pedófilos “satanistas”, nas palavras dos autores de tais teorias.

Um porta-voz da Wayfair falou à imprensa americana, e disse que “não há verdade” nessas teorias, e que elas servem para “distrair” o público dos reais problemas que a sociedade enfrenta. “O fato de que alguns desses nomes de produtos eram os mesmos nomes de crianças desaparecidas poderia facilmente ser nada mais que uma coincidência”, disse o porta-voz.

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