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Empresa cripto oferece recompensa após sofrer roubo de R$ 976 milhões

CEO da Nomad se comprometeu a não prestar queixa contra o hacker junto às autoridades caso o valor seja devolvido (Getty Creative)
CEO da Nomad se comprometeu a não prestar queixa contra o hacker junto às autoridades caso o valor seja devolvido (Getty Creative)
  • Nomad foi roubada por hackers e prejuízo foi de US$ 190,4 milhões

  • Plataforma afirmou que "a recompensa será dada a quem já devolveu e para aqueles que ainda o irão fazer"

  • Hackers responsáveis já devolveram US$ 9 milhões

A Nomad, empresa norte-americana de cripto e que serve de ponte entre diferentes tecnologias blockchain (foco em “bridging”), está oferecendo uma recompensa de 10% sobre o que for devolvido dos R$ 976 milhões que foram roubados por hackers no início da semana.

Em comunicado, a plataforma afirmou que "a recompensa será dada a quem já devolveu e para aqueles que ainda o irão fazer" e se comprometeu também a não prestar queixa junto às autoridades caso o valor seja devolvido.

"Não vamos processar ‘white hats'", assegura o próprio CEO da empresa, Pranay Mohan. "White hat" é um termo em inglês que transmite a ideia de um "hacker que pode fazer o bem".

Até o momento, o apelo tem surtido efeito. A Nomad informou que os hackers responsáveis já devolveram US$ 9 milhões, o que, de acordo com a empresa de segurança blockchain PeckShield, equivale a cerca de 4,75% da perda total.

A agência reguladora do comércio dos Estados Unidos (FTC - Federal Trade Comission) divulgou um relatório no início de junho onde aponta que mais de 18 mil pessoas foram enganadas por golpistas no ambiente online em 2021.

De acordo com a agência, foram mais de 46.000 relatos de pessoas que foram vítimas de golpes envolvendo criptomoedas. Desse número, cerca de 40% foram abordadas em redes sociais. As plataformas preferidas pelos criminosos foram: Instagram (46%), Facebook (26%), Whatsapp (9%) e Telegram (7%). No ano passado o prejuízo causado por esse tipo de golpe chegou a US$ 680 milhões (R$ 3,3 bilhões) e só no primeiro trimestre de 2022 esse valor já chegou a US$ 329 milhões (R$ 1,6 bilhão).

Outro espaço virtual em que os cibercriminosos vêm atuando são os aplicativos de encontro e namoro. O golpe denominado de “cripto romance” fez 4.300 vítimas só em abril no país norte-americano, segundo o FBI.