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Empresários gaúchos defendem volta de atividades a partir de 1º de abril

Rafael Walendorff

Manifesto de entidades empresariais citam risco de desabastecimento e de empobrecimento abrupto As federações da Agricultura (Farsul), das Indústrias (Fiergs) e do Comércio de Bens e de Serviços (Fecomércio) do Rio Grande do Sul divulgaram um manifesto nesta quinta-feira “Pela Reativação da Economia Gaúcha”.

No documento, as entidades demonstram preocupação com “a ameaça de desabastecimento que poderá ocorrer caso se prolonguem, além de um limite razoável, as proibições de atividades empresariais”. Elas propõem o retorno gradativo das atividades a partir de 1º de abril.

Segundo as federações, é preciso considerar a essencialidade das cadeias de fornecedores mesmo fora da área de saúde e alimentar. “De nada adianta o campo produzir se o produto in natura ou industrializado não chegar ao consumidor”, diz o manifesto.

O documento alerta para um falta “generalizada de produtos, desde o campo até as lojas” em um curto prazo. “Ainda há tempo de evitarmos o empobrecimento abrupto e irreversível da sociedade.”

A proposta de retorno gradativo às atividades, segundo as entidades, segue as recomendações de saúde, como teletrabalho dos grupos de risco e o distanciamento entre as pessoas, com protocolos de contingência, para que as empresas possam operar com 50% do pessoal a partir da semana que vem e retomar os 100% até 6 de abril.

As entidades reiteram que “o bom senso deve prevalecer nesse momento atípico, sem aprofundar ainda mais os problemas sociais decorrentes de um colapso econômico”.

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Denis Balibouse/AP