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Empresários defendem mobilização contra ataques de Bolsonaro às urnas

*Arquivo* SÃO PAULO, SP, 01.07.2015 - Horácio Lafer Piva, membro do conselho da Klabin. (Foto: Avener Prado/Folhapress)
*Arquivo* SÃO PAULO, SP, 01.07.2015 - Horácio Lafer Piva, membro do conselho da Klabin. (Foto: Avener Prado/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Nomes do empresariado que têm apontado riscos nas reiteradas falas de Bolsonaro contra as urnas avaliam que as manifestações em defesa da democracia podem ajudar a conter a tensão e segurar a escalada do presidente.

"É mais do que fundamental a mobilização da sociedade. E empresários, infelizmente divididos no voto, serão suicidas ou mal intencionados se não apoiarem sonoramente agora a democracia e o Estado de Direito", afirma Horácio Lafer Piva.

Rosangela Lyra, também signatária do manifesto em defesa da democracia que está sendo organizado pela Faculdade de Direito da USP e por entidades e representantes da sociedade civil, diz que a eleição deste ano tem contornos diferentes.

"As pessoas estão tratando como se fosse mais uma eleição. Essa não é uma eleição. É a democracia versus a implantação de um regime autoritário no Brasil. O Putin da América Latina. Ou a população brasileira escolhe a democracia, a liberdade e a vida no primeiro turno ou haverá golpe gerando mais instabilidade sócio-econômica-política, onde todos perdem", afirma Lyra.

Para o investidor Lawrence Pih, Bolsonaro pratica uma liderança populista e autoritária.

"Ao convidar embaixadores para atacar o nosso sistema de votação, que é considerado uma referência mundial em eficiência e confiabilidade, Bolsonaro faz papel de ridículo e envergonha o país. Bolsonaro está convicto que perderá as eleições e prepara golpe de estado", afirma Pih.

Neste domingo (24), no evento que oficializou sua candidatura, o presidente convocou seus apoiadores a irem às ruas no 7 de Setembro. No ano passado, Bolsonaro usou o palco do feriado para fazer declarações golpistas e atacar a corte. Depois, divulgou uma nota de recuo e disse que foi "calor do momento".

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