Empregados da General Motors entram em greve e bloqueiam Via Dutra

Rio de Janeiro, 22 jan (EFE).- Os empregados da fábrica que a General Motors (GM) mantém em São José dos Campos, que iniciaram nesta terça-feira uma greve de 24 horas em protesto contra o possível corte de 1.598 funcionários, bloquearam por cerca de uma hora a Via Dutra.

O bloqueio total da principal estrada do Brasil na altura de São José dos Campos provocou um congestionamento de cerca de 10 quilômetros em cada pista, segundo a concessionária que administra a estrada.

O protesto, realizado entre 6h30 e 7h30 (horário de Brasília), deu início à greve de 24 horas declarada pelos empregados da fabricante de automóveis para pressionar contra a demissão em massa, segundo fontes sindicais.

"Queremos que Dilma Rousseff impeça as demissões já que a General Motors é uma das beneficiadas das medidas do Governo para impulsionar a economia", afirmou o presidente do Sindicato de Metalúrgicos de São José dos Campos, Antonio Ferreira de Barros.

O Governo reduziu no ano passado os impostos sobre o setor automotor, um dos mais afetados pela crise econômica internacional, como forma de diminuir os custos e incentivar as vendas, e em troca disso pediu garantia dos fabricantes para manter os empregos.

A General Motors, que tem um complexo produtivo em São José dos Campos no qual trabalham cerca de 7.500 pessoas, concentrará seus investimentos no Brasil neste ano em outras fábricas, por isso que ficará com um excedente de mão de obra de 1.598 empregados nesta cidade.

A fabricante vem negociando desde agosto do ano passado uma solução para a situação desses empregados com os sindicatos e o Governo do Brasil, mas até agora não chegou a nenhum acordo.

A falta de um acordo na última reunião, na sexta-feira, voltou a frustrar os empregados da fábrica, que optaram pela paralisação como forma de elevar as pressões.

Na manifestação desta terça na Via Dutra participaram alguns dos cerca de 4.500 empregados que tinham que iniciar o primeiro turno de trabalho esta terça-feira e que se cruzaram de braços. EFE

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