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Empreendedorismo por necessidade cresce na pandemia, enquanto número de empresas com funcionários cai

O agravamento da crise econômica em meio à pandemia de Covid-19 levou ao aumento substancial do chamado empreendedorismo por necessidade. Com a perda do emprego e, sem a conquista de novas oportunidades, milhares de brasileiros apostaram as fichas em empreendimentos próprios para compor a renda. É o que aponta a pesquisa Estatísticas do Cadastro Central de Empresas 2020, e foram divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE.

Enquanto 825,3 mil postos de trabalhos formais foram perdidos no país em 2020 frente a 2019, o número de empresas no país cresceu 3,7%, puxado pelo aumento da parcela de empresas sem pessoal assalariado que avançou 4,3% no período. Segundo pesquisadores, foi a primeira vez em treze anos de pesquisa que a queda no número de assalariados ocorreu simultaneamente a um aumento expressivo no número de empresas.

Houve um incremento de cerca de 227,3 mil empresas compostas apenas por sócios e proprietários, ou seja, sem a contratação de mão de obra assalariada, chegando a 7,3 milhões nessa condição. Já o número de empresas com assalariados amargou perda em todas as faixas: empresas com um a nove assalariados (-0,4%), 10 a 49 empregados (-5,3%), 50 a 250 pessoas (-2,3%) e mais de 250 pessoas (-1,0%).

Segundo o IBGE, esse movimento pode ter sido ocasionado por demitidos que tentaram abrir seu próprio negócio ou por quem buscava compensar suas perdas de renda.

— É o chamado empreendedorismo por necessidade. E geralmente acontece em setores que demandam menos capital intensivo — explica Thiego Ferreira, gerente da pesquisa.

No recorte por setor, a maior queda percentual de assalariados foi observada no segmento de alojamento e alimentação (-19,4%), retração recorde dessa atividade na série histórica iniciada em 2007. Em seguida aparece o setor de artes, cultura, esporte e recreação com recuo de 16,4%, também recorde na série histórica.

A pesquisa também mostra que o salário médio pago pelas empresas do país caiu 3% em 2020 frente a 2019, chegando a 2,9 salários mínimos. Já a massa salarial ficou em R$1,8 trilhão, recuando 6% frente a 2019, a maior queda na série histórica da pesquisa intensificada pela redução no número de assalariados.

A pesquisa também mostra que, apesar dos duros impactos da pandemia, a redução de pessoal assalariado não foi a menor da série histórica. Enquanto em 2020 houve uma queda de 1,8% no pessoal ocupado, quedas maiores foram registradas há alguns anos durante a crise econômica. Em 2015, a retração dessa parcela foi de 3,6%, enquanto em 2016 foi de 4,4%.

De acordo com o IBGE, as medidas emergenciais anunciadas pelo governo durante o período mais duro da pandemia podem ter contribuído para amortecer a redução de pessoal nas empresas. É o caso do Programa de Manutenção de Emprego e Renda, que teve 9,8 milhões de trabalhadores beneficiados em 2020 e 517 mil empresas beneficiadas com liberação de R$ 37,5 bilhões.

O auxílio emergencial também contribuiu positivamente para conter a queda, já que permitiu a manutenção do consumo por parte de trabalhadores informais e deu alguma sobrevida às empresas.

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