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Empreendedores vulneráveis são mais afetados por pandemia e puxam formalização

·1 min de leitura
Brazilian document work and social security (Carteira de Trabalho e Previdencia Social)
Brazilian document work and social security (Carteira de Trabalho e Previdencia Social)
  • Formalização no Brasil chegou a 32% em 2020

  • Aumento foi puxado por profissionais vulneráveis que saíram da informalidade

  • Entre os informais, a maioria é de negros, pessoas de até 35 anos e que trabalham por conta própria

Com a pandemia da covid-19, a formalização de empreendedores brasileiros chegou a 32% no final do ano passado, uma alta de dois pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2019, segundo levantamento feito pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).

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Esse aumento tem como motivo principal ao crescimento do número profissionais mais vulneráveis, como os que trabalham por conta própria, que têm baixa renda e pouco estudo, e deixaram de ser informais.

Perfil

Em geral, o grupo de empregadores formais é formado por pessoas com mais de 35 anos, em sua maioria brancos, com escolaridade média e alta e com média e alta renda. A maior parte têm as empresas abertas há mais de dois anos e atua no setor de comércios ou serviços, trabalhando uma média de 40 horas semanais. É o grupo que detém maior número de empreendimentos com CNPJ.

Entre os informais, a maioria é de negros, pessoas de até 35 anos e que trabalham por conta própria e por pouco tempo. Esse grupo se concentra na área de agropecuária e construção.

Mais afetados

No segundo trimestre do ano passado, auge da pandemia, a queda de empreendedores foi de 12% e afetou mais os que eram mais vulneráveis, com menos estudo, mulheres, negros e informais, segundo o Sebrae.

Entre os empregadores com nível de ensino superior, a queda foi de 3%, enquanto a de empreendedores que não tiveram tanto acesso a estudo foi de 32%.

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