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Empréstimos privados são chave para combater mudança climática

·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A expansão dos empréstimos privados para projetos de energia renovável nesta década é chave para o cumprimento das metas globais de limitar o aumento das temperaturas, segundo a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA, na sigla em inglês).

Governos e empresas trabalham para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e limitar o aumento da temperatura global a 1,5°C. Para isso, a IRENA, órgão das Nações Unidas para mudança climática e energia renovável com sede em Abu Dhabi, estima que bancos privados e mercados de capitais terão que elevar o financiamento para projetos de energia renovável em quase quatro vezes nesta década, para cerca de US$ 3,2 trilhões por ano.

Os mercados já incentivam a transição para as energias renováveis, pois os custos de projetos como energia solar e eólica caíram, enquanto a demanda por energia de fontes emissoras de carbono também encolheu, de acordo com Francesco La Camera, diretor-geral da IRENA. A demanda por petróleo já atingiu o pico, e a construção de usinas de energia que usam fontes de energia renováveis consistentemente ultrapassa as adições de geradoras que usam combustíveis tradicionais, afirmou.

“As mudanças que vemos são estruturais”, disse La Camera em entrevista. “Esta década será decisiva” para garantir que a transição para uma energia mais limpa seja implementada.

Mesmo no ano passado, quando as economias globais foram atingidas pelo choque do coronavírus, o número de instalações de energia renovável construídas foi mais de quatro vezes maior do que o volume de capacidade adicionada em usinas que usam combustíveis fósseis ou tecnologia nuclear. A capacidade instalada de geração de energias renováveis atingiu o recorde de 260 gigawatts em 2020, de acordo com a IRENA.

Governos e bancos precisam reduzir o financiamento para projetos de energia de combustíveis fósseis, eliminando subsídios para esses tipos tradicionais de energia, disse a IRENA no relatório World Energy Transitions Outlook, divulgado na quarta-feira. Os gastos dos governos teriam que quase dobrar, para cerca de US$ 780 bilhões anualmente até 2050, para ajudar a impulsionar essa mudança, disse a IRENA.

Esse financiamento público será fundamental para que bancos privados tenham confiança para fornecer o investimento necessário para as transições de energia, disse La Camera.

Os gastos extras provavelmente terão benefícios financeiros. Os custos adicionais de US$ 33 trilhões incorridos nas próximas três décadas resultarão em economias entre US$ 61 trilhões e US$ 164 trilhões devido à ausência de poluição do ar e dos efeitos negativos da mudança climática, disse a IRENA

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©2021 Bloomberg L.P.

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