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Empréstimos às famílias cresce 4,5% em agosto, puxado por financiamento imobiliário

LARISSA GARCIA
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***FOTO DE ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF,  BRASIL,  02.09.2020 - Lançamento da nova nota de R$200,00 no Banco Central. Colecionadores de notas fazem fila para serem os primeiros a adquirir a nova cédula. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF, BRASIL, 02.09.2020 - Lançamento da nova nota de R$200,00 no Banco Central. Colecionadores de notas fazem fila para serem os primeiros a adquirir a nova cédula. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Os bancos emprestaram 4,5% a mais para as famílias em agosto, com relação a julho, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (28) pelo Banco Central. O crescimento foi puxado pelos financiamentos imobiliários, que aumentaram 11% no período.

Com a taxa básica de juros (Selic) no menor patamar da história, a 2% ao ano, o apetite por empréstimos para aquisição da casa própria aumentou.

As empresas, no entanto, tiveram redução de 1,7% nos empréstimos no mês.

Com a desaceleração financiamentos pelo Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), as concessões na rubrica Outros, que engloba a linha de crédito na tabela divulgada pelo BC, caiu 8,1% em agosto.

Em julho, a rubrica tinha apresentado alta de 397,4% e, segundo o BC, o Pronampe respondeu pela maior parte desse aumento.

Assim, as concessões totais de crédito somaram R$ 343 bilhões em agosto, alta de 1,9% em relação ao mês anterior.

A variação foi registrada na série com ajuste sazonal, que retira peculiaridades do período, como número de dias úteis a mais ou a menos, para facilitar a comparação.

Agosto que teve dois dias úteis a menos que julho, por exemplo.

No acumulado do ano, em relação ao mesmo período de 2019, as concessões cresceram 5,6%, com alta de 14,2% para empresas e queda de 1,6% para as famílias.

O estoque de crédito alcançou R$3,7 trilhões em agosto, aumento de 1,9% no mês. Em doze meses, o crescimento da carteira total foi de 12,1%.

A taxa média de juros das operações contratadas em agosto foi de 18,7% ao ano, queda de 0,5 ponto percentual no mês e de 6,1 pontos em 12 meses.

Com isso, o spread -diferença entre a taxa que os bancos pagam para captar recursos e a taxa cobrada em empréstimos- ficou em 15 pontos, redução de 0,5 ponto no mês e de 4,4 pontos no acumulado dos últimos 12 meses.