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Empréstimo do BID apoia micro, pequenas e médias empresas no Brasil

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil
·2 minuto de leitura

Já está na conta do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) empréstimo concedido hoje (18) pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no valor de US$ 750 milhões (cerca de R$ 4 bilhões) para as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) brasileiras. Com a contrapartida de US$ 150 milhões por parte do BNDES, serão destinados recursos para as MPMEs nacionais de quase R$ 5 bilhões. O anúncio foi feito hoje pelo banco brasileiro.

Os recursos viabilizarão financiamento a mais de 20 mil empreendedores, que poderão acessar os recursos por meio das linhas disponíveis no BNDES, incluindo plataformas digitais. O crédito será utilizado também no fomento a soluções inovadoras de fintechs (empresas que oferecem serviços financeiros de baixo custo, normalmente por meio digitais como internet e maquininhas), com o objetivo de facilitar o crédito para as MPMEs.

Pandemia

Segundo destacou o BNDES, por meio de sua assessoria de imprensa, a operação ganha importância diante dos impactos trazidos pela pandemia do novo coronavírus e da necessidade de proteger os empreendedores nacionais do segmento das MPMEs que representam entre 41% e 53% das vagas de emprego no país. O presidente do BNDES, Gustavo Montezano, destacou a parceria de longa data existente com o BID para apoio a esse segmento empresarial. “Esse apoio vai ajudar a levar a pequenas e médias empresas ganhos de produtividade, sustentabilidade e solidez financeira, apoiando esses que são os nossos heróis nacionais”, disse Montezano.

Na avaliação do presidente do BNDES, a operação com o BID reforça também as iniciativas de digitalização em curso no banco, entre as quais o PEAC Maquininhas (modalidade de crédito garantido por vendas com máquinas de pagamento digital) e um fundo de crédito para fintechs, que oferece apoio mais ágil para as empresas, principalmente as de menor porte.

Para o representante do BID no Brasil, Morgan Doyle, o cenário trazido pela pandemia do novo coronavírus exige a combinação de forças ”para preservar o emprego, a renda e a capacidade produtiva, em especial em um contexto em que abrir uma empresa custa tempo e dinheiro que não podemos nos permitir desperdiçar. Nesse sentido, contar com a solidez e a presença nacional do BNDES é fundamental”, concluiu.

A operação integra recursos totais de US$ 1,88 bilhão (quase R$ 10 bilhões) que o BID destinou este ano para recuperação econômica de micro, pequenas e médias empresas no Brasil, diante da crise causada pela pandemia.