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Emissões de debêntures incentivadas têm queda de 37,4% este ano

Estevão Taiar
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No acumulado de 2020, as emissões totalizam R$ 10,7 bilhões As debêntures incentivadas emitidas em agosto somaram R$ 1,5 bilhão, informou nesta segunda-feira o Ministério da Economia. Segundo a pasta, o valor se refere a uma única série no segmento de distribuição de energia. No acumulado do ano, por sua vez, as emissões estão em R$ 10,7 bilhões, queda de 37,4% em relação ao mesmo período do ano passado. "Esse volume, porém, já supera as emissões de 2017, até então o terceiro ano de maior volume de emissão de debêntures, na casa de 16,6%, o que confirma o início de um movimento gradual de recuperação do volume de emissões das debêntures", disse a pasta em comunicado. Já o prazo médio das emissões entre janeiro e agosto de 2020 foi de 12,5 anos, seguindo "tendência de alta desde 2016". Por sua vez, a remuneração média nos oito primeiros meses do ano foi de Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais 5,7% ao ano, "superior à remuneração média verificada em 2019, de IPCA mais 4,7% ao ano e inferior à média estabelecida de IPCA mais 6,6% no ano de 2018". O Ministério da Economia também destacou que "as debêntures incentivadas continuam apresentando liquidez no mercado secundário superior ao das debêntures não incentivadas". "Em agosto, as debêntures incentivadas apresentaram giro de 5,3% do estoque, contra 2,2% das debêntures não incentivadas", disse. Em relação à distribuição setorial, o destaque de 2020 é o setor de energia, com 55% das emissões. Na sequência, vêm saneamento (24%) e transporte/logística (21%). Já a demanda por fundos de infraestrutura decresceu "fortemente no ano". Em agosto havia aproximadamente 123 mil cotistas registrados, contra 179,2 mil em dezembro. "No entanto, em relação ao mês anterior (julho), houve um ingresso líquido de 1.053 cotistas", disse a pasta