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Emirados Árabes podem entrar em lista do crime financeiro

·2 min de leitura

(Bloomberg) -- Mesmo após a recente iniciativa do governo contra transações ilícitas, os Emirados Árabes Unidos correm maior risco de entrar em uma lista de países sujeitos a maior supervisão devido a deficiências no combate à lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo.

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A Força-Tarefa de Ação Financeira (FATF, na sigla em inglês) está inclinada a adicionar os Emirados Árabes Unidos a sua “lista cinza” no início deste ano, segundo pessoas a par do assunto que pediram anonimato porque as discussões são privadas. “Lista cinza” é uma de duas classificações usadas pelo órgão intergovernamental para nações consideradas portadoras de “deficiências estratégicas”.

Se a designação for aprovada, esta seria uma das decisões mais significativas nas três décadas de história da FATF, em vista da posição dos Emirados Árabes Unidos como o principal centro financeiro do Oriente Médio. Sediada em Paris, a FATF tem atualmente 23 países — incluindo Albânia, Síria e Sudão do Sul — em vigilância mais rigorosa. Somente Irã e Coréia do Norte estão entre os países com os riscos mais elevados.

“Sem dúvida, há custos associados a entrar na lista cinza”, disse Katherine Bauer, ex-funcionária do Departamento do Tesouro americano que liderou a delegação dos EUA na Força-Tarefa de Ação Financeira para o Oriente Médio e Norte da África, órgão regional criado nos moldes da FATF.

“Muitos reguladores globais exigem que bancos e instituições financeiras revisem suas classificações de risco e medidas de diligência para contrapartes localizadas em países na lista da FATF”, explicou Bauer, que agora atua no Washington Institute for Near East Policy.

Em novembro, os Emirados Árabes Unidos apresentaram um relatório à FATF, mas não atingiram muitos dos limiares necessários para ficar fora da lista cinza, disseram as fontes. A expectativa é que o órgão tome uma decisão na reunião plenária marcada para o final de fevereiro. Ainda existem diversas oportunidades para as autoridades dos Emirados apresentarem argumentos à FATF, inclusive durante uma viagem a Paris planejada para as próximas semanas, acrescentaram.

“Estamos levando isso muito a sério, fizemos parcerias com especialistas altamente qualificados e experientes com um histórico no cumprimento das melhores práticas e padrões internacionais”, afirmou Hamid Al Zaabi, diretor-geral do Escritório Executivo dos Emirados Árabes Unidos contra Lavagem de Dinheiro e Financiamento do Terrorismo, em declaração à Bloomberg News.

“Os Emirados Árabes Unidos estão totalmente comprometidos em manter a integridade do sistema financeiro internacional, o que inclui trabalhar em estreita colaboração com nossos parceiros em todo o mundo para combater crimes financeiros”, disse ele.

Um porta-voz da FATF não quis comentar. A lista cinza se aplica a países com “deficiências estratégicas em seus regimes de combate a lavagem de dinheiro, financiamento do terrorismo e financiamento da proliferação” de armamentos, mas que estão empenhados em tratar essas questões “rapidamente”, de acordo com o website da entidade.

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