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Emicida e Priscilla Alcantara fazem coro: já passou da hora de você ouvir (e ver) Tuyo

·3 min de leitura

“Eu queria viver pra sempre”, bradavam entre (muitas) lágrimas os cerca de 500 espectadores que lotaram o Studio SP na noite da última quinta-feira para ver e cantar com o trio paranaense Tuyo — com ingressos esgotados desde uma semana antes do show. O verso é da faixa “Abismo”, a última a ser incluída no segundo disco do grupo, “Chegamos sozinhos em casa”, lançado durante a pandemia e indicado ao Grammy Latino. Mas também representa o que sentiam os fãs ali presentes em pura comunhão, e mais ainda o momento das irmãs cantoras e compositoras Lio e Lay e do multi-instrumentista Machado. E, como segue a canção, “Pra viver pra semprе tem que não lembrar/ Quе foi feito pra ter fim”.

Depois de tocar para uma plateia com mesas no Vivo Rio quatro dias antes, esta foi a primeira troca mais direta de calor entre Tuyo e seu público que não só se manteve fiel durante a pandemia, como cresceu. E ganhou adições estelares: na semana passada, Emicida publicou em seu Twitter que “Tuyo é bom demais” e disse em live que “é genial o que eles têm feito”, e recebeu como resposta um “estou há três dias ouvindo no repeat” da cantora Priscilla Alcantara, recém-campeã do “The masked singer Brasil”.

De fato, Tuyo é uma banda que deveria ser ouvida — e, se possível, experimentada ao vivo, para testemunhar a simbiose com os fãs que já decoraram todas as novas letras. Valências apresentadas no álbum de estreia, “Pra curar” (2018), como a ambiência sonora que dosa com primor o eletrônico e o orgânico, os vocais afinadíssimos e marcantes, as letras de exacerbação emocional que propõe olhar para dentro, foram mantidas e aperfeiçoadas. A imagem folk eletrônica do primeiro disco deu lugar para um som abertamente mais pop, com elementos muito presentes de r&b e house. Menos violão e mais dança.

Inspirado pela separação física dos integrantes, que deixaram de morar juntos, “Chegamos sozinhos em casa” é um disco repleto de refrões de fácil entendimento, por mais que trate de temas profundos. Lay diz que é sobre “um cansaço de ir embora”, enquanto Lio aponta que elas se deram “a liberdade de dedicar tempo, silêncio e espaço para pensar como é complexa a coisa de estar viva”, algo que para ela pode ser visto como “antinatural” por serem três músicos pretos, e “na maior parte do tempo, o que pessoas como eu estão fazendo é ficar vivo”. As falas surgem na série documental “Fragmentos”, disponível no YouTube, no qual a Tuyo disseca as 18 faixas do álbum e as apresenta em versões alternativas.

— A gente martela em tópicos como saúde mental, organização emocional, e o “Pra curar” serviu como pretexto para usarem o diabo da palavra resiliência, que eu não suporto. Como se tivesse algo romântico em sofrer — aponta Lio, por Zoom, no dia seguinte ao show. — “Chegamos sozinhos em casa” é mais literal. Às vezes, as coisas que te afligem são tentáculos do que uma sociedade organizou para te massacrar. Fim, não tem lição para tirar disso. Mas a graça da humanidade é que a gente consegue desenrolar beleza, simetria e organização em todas as coisas.

Enquanto começa a acontecer nos palcos do país, “Chegamos sozinhos” tem sido prestigiado em premiações. No dia 8, a faixa “Sonho da Lay” disputa o Prêmio Multishow de canção do ano, e a banda tem indicações ao Music Video Festival. Apesar de terem voltado de Las Vegas na semana passada sem o sonhado Grammy Latino — Anavitória ficou com o troféu de álbum pop contemporâneo em português —, o trio celebra a experiência internacional.

— Não considero que saímos de mãos abanando — nega Lay. — A gente ter conseguido ir, transitar num lugar que não é nosso, foi uma falha na matrix. Parece um delírio, mas somos lisas e debochadas.

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