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Embraer receberá socorro de R$ 1,5 bilhão do BNDES

Uma aeronave modelo E195LR da Embraer pousa no aeroporto Krakow-Balice, na Polônia. (Foto: Filip Radwanski/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)

A fabricante brasileira de aeronaves Embraer receberá um aporte de US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,5 bilhão) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O empréstimo foi anunciado nessa segunda-feira (15) e faz parte de um pacote maior, que pode chegar a US$ 600 milhões (cerca de R$ 3 bilhões). 

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O BNDES atua como coordenador na criação e aprovação da linha de crédito, que conta com o aporte de outros bancos, no setor público e privado, parte de um programa especial para socorrer grandes empresas em crise, cujo mau desempenho poderia afetar outros setores da economia em efeito cascata. 

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A totalidade do pacote de US$ 600 milhões ainda não está garantida, e depende da entrada dessas outras instituições parceiras. Mas a liberação da primeira parte, de US$ 300 milhões, deve atuar como “alavanca” para que o resto do empréstimo se concretize. 

A Embraer, empresa brasileira fundada em 1969 e baseada na cidade de São José dos Campos, no interior de São Paulo, é conhecida como uma das “joias” da indústria brasileira, por fabricar e vender, no mercado doméstico e internacional, aeronaves comerciais de pequeno e grande porte, para uso civil e militar, além de tecnologia aeronáutica de ponta.

Mas a empresa está sendo duramente atingida pela crise econômica gerada pela pandemia do COVID-19, que obrigou muitas companhias aéreas a suspender voos e contratos de aquisição de novos aviões. Além disso, 2020 foi um ano de outro duro golpe para a Embraer: o cancelamento de um importante negócio com a fabricante norte-americana Boeing, que iria adquirir grande parte da operação dedicada a aviões comerciais da brasileira.

Novamente, por conta da crise do COVID-19 e também a dos acidentes com os modelos 737 Max da Boeing, o contrato foi abruptamente cancelado, aprofundando ainda mais os problemas da brasileira.

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