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Embraer negocia potenciais parcerias em aeronaves turboélice, diz executivo

·3 min de leitura
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Por Tim Hepher

PARIS (Reuters) - A Embraer está negociando com potenciais parceiros para desenvolver uma nova aeronave turboélice, disse o chefe da unidade de aviação comercial da empresa à Reuters.

Em uma tentativa de recuperar o ímpeto depois do fracasso do acordo de 4 bilhões de dólares com a Boeing em abril, a terceira maior fabricante de aviões do mundo também está propondo seu jato E2 como uma solução compacta para as companhias aéreas que tentam reduzir o risco durante a pandemia de Covid-19.

"Estamos em negociações ativas sobre parcerias (para turboélice), mas não posso entrar em mais detalhes agora", disse o presidente-executivo de aviação comercial, Arjan Meijer.

"O tipo de parceria, seja industrial ou financeira, é amplamente aberta. Estamos examinando todas as opções, ou pode ser uma combinação das duas ... Não estamos descartando ninguém neste momento."

Analistas dizem que tal desenvolvimento pode custar 2 bilhões de dólares.

Meijer disse que o projeto da Embraer seria movido de forma convencional, mas com emissões e ruído reduzidos. Mas uma decisão de lançamento se estenderia para após 2021, já que a indústria se concentra na sua recuperação.

Um alvo potencial para a parceria, de acordo com fontes da indústria, é a sueca Saab. A companhia parou de fabricar turboélices menores em 1999, mas tem laços próximos com a Embraer por meio da venda de caças JAS-39 Gripen para o Brasil.

A Saab é agora um grupo de defesa e segurança com apenas 12% das vendas a clientes civis. Em nota, a empresa informou: “A Saab não tem planos de reiniciar o desenvolvimento e produção de aeronaves civis. Nosso foco para investimentos futuros está no núcleo de nosso portfólio de produtos atual, no qual os caças militares desempenham um papel central. A Embraer está desempenhando um papel central nisso como um parceiro importante e estratégico”.

A Coreia do Sul também está interessada em turboélices, disseram as fontes.

A Embraer já havia procurado desenvolver seu turboélice como parte de sua parceria com a Boeing. Agora, a empresa afirma que quer apenas parcerias para projetos específicos e que a unidade de aviação comercial não está à venda.

"Somos uma empresa forte e temos uma boa posição de caixa, por isso estamos olhando para o futuro com muita confiança", disse Meijer.

Embora a maioria das previsões sugira uma recuperação total do tráfego em 2024-25, "para nosso segmento abaixo de 150 assentos, acreditamos que se recuperará muito mais cedo", disse Meijer.

"As companhias aéreas que podem voar em aviões menores o fazem."

Quando as viagens internacionais se recuperarem, as companhias aéreas que atendem aos hubs também usarão jatos menores, disse Meijer. Isso o coloca em desacordo com as companhias aéreas de baixo custo que veem os hubs como desatualizados e reduzem os preços para aumentar a ocupação de seus modelos maiores da Airbus e da Boeing.

"Acreditamos fortemente que as companhias aéreas precisarão se concentrar na lucratividade", disse Meijer.

Ele também disse que a Embraer continua comprometida com o a versão menor do E2, o E175-E2, que está fora do mercado norte-americano devido às regras sindicais sobre o tamanho dos jatos usados por algumas companhias aéreas regionais.

Questionado sobre se a Embraer buscaria espaço no mercado da Airbus e da Boeing acima de 150 assentos, ele disse: "o foco da Embraer é expandir nossa liderança no segmento de até 150 assentos."

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