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Embraer demite 900 trabalhadores e enfrenta ameaça de greve

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A Embraer registrou perdas líquidas de US$ 315,3 milhões no segundo trimestre, uma vez que foi afetada pelo rompimento com a Boeing e pela queda nas vendas de voos comerciais devido à nova pandemia de coronavírus, informou em 5 de agosto de 2020 a fabricante brasileira.
A Embraer registrou perdas líquidas de US$ 315,3 milhões no segundo trimestre, uma vez que foi afetada pelo rompimento com a Boeing e pela queda nas vendas de voos comerciais devido à nova pandemia de coronavírus, informou em 5 de agosto de 2020 a fabricante brasileira.

A Embraer informou sexta-feira que as 900 demissões anunciadas na véspera para "garantir a sustentabilidade" da fabricante de aviões já se materializaram, enquanto os sindicatos debatem o lançamento de uma greve para reverter a medida. 

A Embraer, terceira maior fabricante mundial de aeronaves, anunciou nesta quinta-feira a demissão de 900 trabalhadores - 4,5% do seu quadro de funcionários - para se adequar aos impactos causados pela covid-19 na economia global e ao cancelamento do acordo com a americana Boeing. 

Outros 1.600 trabalhadores da empresa já haviam se inscrito voluntariamente em um plano de desligamento proposto pela empresa de São José dos Campos. 

O Sindicato dos Metalúrgicos convocou uma greve que deve ser submetida nesta sexta-feira a uma votação virtual entre os funcionários. 

A empresa pediu audiência de conciliação na Justiça do Trabalho e indicou que as desonerações anunciadas ontem já foram efetivadas. 

As ações da Embraer na Bolsa de Valores de São Paulo caíram 2,02% no início da tarde, enquanto o índice Ibovespa recuava 0,99%. 

A Embraer registrou prejuízo líquido de 315,3 milhões de dólares no segundo trimestre de 2020.

mel-js/cc