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Embraer coloca Eve, de aeronaves elétricas, na bolsa de Nova York

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Transação avalia Eve em 2,9 bilhões de dólares; a Embraer permanece com cerca de 80% de participação na companhia (REUTERS/Aly Song)
Transação avalia Eve em 2,9 bilhões de dólares; a Embraer permanece com cerca de 80% de participação na companhia (REUTERS/Aly Song)
  • Eve será listada na NYSE sob o código EVEX

  • Subsidiária da Embraer se unirá a empresa de chegue em branco dos EUA

  • Receita estimada da empresa, para 2030, está na casa dos R$ 26 bilhões

Depois de acertar a fusão da Eve, sua subsidiária produtora de aeronaves elétricas, com a SPAC norte-americana da Zanite Acquisition Corp. - uma empresa de cheque em branco -, em uma transação avaliada em mais de R$ 16 bilhões (US$ 2.9 bi), a Embraer SA conseguiu listar a nova empresa na Bolsa de Valores de Nova York.

Com isso, agora, a Eve receberá um investimento adicional de um grupo que inclui empresas como as já citadas Embraer e Zanite, além de investidores financeiros e parceiros estratégicos como a Azorra Aviation, BAE Systems, Republic Airways, Rolls-Royce e SkyWest Melbourne.

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Embraer continuará com maior % da Eve

De acordo com o presidente-executivo da Embraer, Francisco Gomes Neto, em entrevista à Reuters, mesmo com o investimento adicional, conglomerado transnacional brasileiro continuará com uma participação de cerca de 80% na Eve.

Com caixa de mais de R$ 2.9 bilhões (US$ 512 mi), a subsidiária poderá desenvolver seu táxi aéreo elétrico até sua certificação - que é esperada para 2025. A ideia é que, durante esse período, a Embraer forneça toda a infraestrutura necessária, incluindo a alocação de engenheiros de acordo com a necessidade dos projetos, locais para teste e simuladores de voo.

EVEX na Bolsa de Nova York

Depois destes dois investimentos iniciais, a Eve será listada na NYSE (sigla em inglês para a Bolsa de Valores de Nova York) sob o código EVEX. O que representa um novo passo na história da empresa, que já recebeu ordens correspondentes a cerca de R$ 29 bilhões (US$ 5 bi) - de aproximadamente 1.735 aeronaves encomendadas por 17 clientes.

Para Gomes Neto, a receita estimada para a Eve está na casa dos R$ 26 bilhões (US$ 4,5 bi) em 2030 - além de uma participação de 15% no mercado global de mobilidade urbana aérea. Apesar de a empresa ter que fazer, em um futuro próximo, entregas a clientes em vários continentes, os locais das fábricas ainda não foram escolhidos.

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