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Embargo ao petróleo russo obrigará UE a buscar outros fornecedores

O embargo parcial da União Europeia às importações de petróleo russo obrigará os países europeus a buscar outras fontes de fornecimento, o que poderia aumentar os preços.

Rússia, um gigante petroleiro

A Rússia produz cerca de 11 milhões de barris por dia de petróleo bruto, dos quais exporta pouco mais de 5 milhões.

A China é o principal importador de petróleo russo, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), mas a Europa como um todo a supera, com 2,4 milhões de barris por dia no ano passado.

A Rússia também exporta 1,5 milhão de barris por dia de diesel, do qual a Europa depende muito.

No entanto, a Europa depende muito menos do petróleo do que do gás russo e é muito mais fácil encontrar cargas alternativas por navio.

Os 27 países-membros da UE concordaram em eliminar gradualmente as importações de petróleo russo embarcado por navio, que representa dois terços das compras europeias.

Está prevista uma exceção temporária para o petróleo que chega por oleodutos, numa concessão para contornar o veto da Hungria, mas a Alemanha e a Polônia já tinham desistido de importar por esta via.

No total, 90% das importações de petróleo da Rússia serão interrompidas até o final do ano, segundo líderes da UE.

Alternativas

"Novos fornecedores terão que ser encontrados para cerca de 3 milhões de barris por dia nos próximos meses", disse Carsten Fritsch, analista do Commerzbank.

"A UE parece estar mais interessada nos países fornecedores da África Ocidental", observou o especialista, citando Nigéria, Angola e Camarões.

"Já existem alternativas, que são essencialmente o Oriente Médio e a América do Norte para o petróleo", disse à AFP Olivier Gantois, presidente da associação empresarial Ufip Energies et Mobilités.

O Commerzbank também cita contratos para importar grandes quantidades de petróleo dos Emirados Árabes Unidos em julho.

Para além do petróleo bruto, a Europa terá de encontrar fontes alternativas de diesel, que não produz em quantidade suficiente.

A Ufip menciona a esse respeito "a Índia, que é um grande produtor".

O grupo francês TotalEnergies também indicou que vai mobilizar "produtos petrolíferos de outros continentes".

A médio prazo, a UE também pretende reduzir a sua dependência dos combustíveis fósseis, acelerando o desenvolvimento das energias renováveis.

Consequência sobre os preços

Os preços do petróleo, já elevados nos últimos meses, atingiram nesta terça-feira os níveis mais altos em dois meses após a decisão da UE, que no entanto já havia sido antecipada.

Especialistas acreditam que os barris russos serão simplesmente redistribuídos de forma barata para a Ásia em um jogo de "navios comunicantes" para liberar outros embarques de petróleo para a Europa.

Helima Croft, analista da RBC Capital Markets, acredita que as autoridades ocidentais estão abrindo espaço para essa "válvula" asiática para evitar um aumento de preços.

"Essa estratégia parece se basear no pressuposto de que os importadores asiáticos, especialmente a Índia, continuarão exigindo descontos ainda maiores para aceitar produtos russos", diz.

Para evitar um aumento de preços, que é politicamente sensível, as potências ocidentais ainda podem liberar algumas de suas reservas estratégicas de petróleo.

Acima de tudo, esperam que a Opep concorde em bombear mais petróleo nos próximos meses para abastecer o mercado.

No entanto, é improvável que isso aconteça, pois o cartel, aliado da Rússia, está se beneficiando dos altos preços.

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