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Em vias de paralisar, UFRJ teve PCs usados por anos para minerar Bitcoin

·3 minuto de leitura

Estudo feito por um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) indicou que a energia da instituição foi usada de forma ilegal para mineração de criptomoedas. As atividades teriam sido iniciadas em 2018.

Segundo o estudo, que foi divulgado na plataforma ArXiv, computadores da UFRJ foram invadidos por vírus de criptomoedas, que infectam a máquina e controlam o uso da CPU e da memória para atividades de mineração. Assim, os invasores conseguiram utilizar dispositivos sem o seu conhecimento da instituição.

Os 144 ataques contabilizados ocorreram entre janeiro e fevereiro de 2018. A maior parte das minerações ilegais realizadas foram feitas para obter Bitcoin (BTC) e Monero (XMR).

A invasão dos computadores se deu em um contexto de forte alta das criptomoedas. Na época, o Bitcoin acabava de alcançar seu topo histórico até então, perto de US$ 20 mil no final de 2017, e diversas outras criptomoedas estavam nas máximas.

De acordo com um dos pesquisadores, o estudo só foi iniciado após a descoberta de anomalias na rede, o que resultou na descoberta que um computador do laboratório estava minerando criptomoedas. A pesquisa ainda ressalta que é muito difícil conseguir detectar esse tipo de vírus.

“Uma vez que a mineração começa em uma máquina de infraestrutura pública, ela quase não deixa rastros na rede, tornando sua detecção muito desafiadora. Isso porque simplesmente monitorar a rede pode não ser suficiente para identificar ataques, uma vez que eles têm um aspecto fortemente local e não alavancam nenhuma vulnerabilidade explícita do software.” – diz o estudo da UFRJ.

As atividades ilegais de mineração geraram diversos gastos para a instituição. Além do aumento do consumo de energia, esse tipo de hack acaba prejudicando o desempenho das máquinas e diminuindo a vida útil de suas peças.

Mineração ilegal de criptomoedas tem aumentado

Uma pesquisa realizada pela Avira Protection Labs em janeiro, destacou que casos envolvendo malwares de mineração como o utilizado nos computadores da UFRJ tem crescido cada vez mais. Houve um aumento de 53% destes ataques somente no último trimestre de 2020.

Essas atividades criminosas acabam sendo extremamente lucrativas para os hackers, que conseguem recompensas de mineração utilizando equipamentos e energia de outras pessoas, reduzindo os seus custos de mineração.

O motivo principal do aumento de ataques seria a grande alta pela qual passam as criptomoedas nos últimos meses, aumentando de forma exponencial os lucros dos mineradores. Pensando nisso, a Microsoft e a Intel selaram uma parceria visando proteger clientes desse tipo de ameaça.

UFRJ poderia lucrar com mineração?

Apesar do problema, o estudo levanta uma possibilidade interessante, especialmente em meio à possibilidade de paralisação de atividades por falta de verbas, junto com outras federais: e se a UFRJ utilizasse sua estrutura para minerar criptomoedas e levantar recursos?

A ideia seria promissora, principalmente em períodos de férias e outros em que os equipamentos não são utilizados pelos estudantes. Entretanto, os pesquisadores destacam alguns problemas a atividade de mineração poderia trazer.

“A monetização da mineração, em benefício da própria universidade, é potencialmente promissora, mas envolve aspectos éticos e implicações ambientais. Uma vez que a universidade tem períodos de baixa movimentação ou ociosidade de recursos, o que ocasiona recursos para ser subutilizada, a mineração pode ser considerada durante esses períodos.”

Conforme destacado, além dos problemas causados com malwares e cryptojacking, a mineração de criptomoedas tem causado preocupações ambientais. Com o aumento da indústria, aumenta também a poluição e o consumo de energia de grandes mineradores em diversos países.

O artigo Em vias de paralisar, UFRJ teve PCs usados por anos para minerar Bitcoin foi visto pela primeira vez em BeInCrypto.

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