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Em sua última sessão na 2ª Turma, Celso de Mello recebe homenagens

Luísa Martins
·3 minutos de leitura

Por razões de saúde, ele decidiu antecipar a sua saída, que seria em 1º de novembro, para o próximo dia 13 A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a sessão de hoje em clima de comoção pela despedida do ministro Celso de Mello, que participou de sua última reunião no colegiado antes da aposentadoria. Por razões de saúde, ele decidiu antecipar a sua saída, que seria em 1º de novembro, para o próximo dia 13. O presidente da Turma, ministro Gilmar Mendes, iniciou as homenagens com a voz embargada, agradecendo ao decano pelo legado que deixa ao Supremo. "É possível dizer que parcela rica do que hoje se conhece na doutrina e na jurisprudência brasileira sobre o tema possui a marca inconfundível do ministro Celso de Mello, um garantista que nunca se negou a buscar soluções inovadoras dentro do sistema constitucional de proteção de direitos", disse. "Esta singela homenagem revela um sentimento abundante de gratidão pelo convívio amigo de uma personalidade histórica, um jurista cuja densidade intelectual iluminará gerações, uma figura unanimemente louvada pela comunidade jurídica nacional, não apenas pelas suas contribuições para o Direito, mas sobretudo pelo primor ético, cortês e agregador da sua atuação como membro deste Tribunal", continuou. Sem segurar o choro, Gilmar concluiu sua fala afirmando que a presença de Celso de Mello no STF "será constantemente projetada por todos os que creem na relevância da jurisdição constitucional para a construção de uma sociedade democrática e justa". Em seguida, manifestou-se o ministro Ricardo Lewandowski, que desejou felicidades ao decano nesta nova fase de descanso. "Sua Excelência não apenas conquistou a sabedoria, mas soube usá-la em prol do avanço civilizatório da nação brasileira." Já o ministro Edson Fachin disse que a contribuição de Celso de Mello como juiz está presente tanto nos votos proferidos ao longo de 32 anos no Supremo quanto "no caráter verdadeiramente humano de sua atuação". Ao prestar sua homenagem, enalteceu o decano por ser um exemplo de firmeza, serenidade e lucidez. "Sei que me dirijo a quem alertou para o despertar de fantasmas autoritários. Dirijo-me a um espírito eleito pelo destino, a quem jamais, nunca, assombrou a exasperação das mentes autocráticas. Para nós que temos na Justiça uma profissão de fé, é impossível exagerar se dissermos que sua Excelência deixa um testemunho dela." Em seguida, a ministra Cármen Lúcia lembrou que a possibilidade de conviver mais com Celso de Mello foi o que a motivou a pedir para integrar a Segunda Turma do tribunal. "Eu quero chamar a atenção para essa forma gentil, mas firme, sempre muito argumentativa, com que Vossa Excelência nos ensina todos os dias a melhorarmos como seres humanos e como juízes. Muito obrigada por repartir conosco", disse. Por fim, foi a vez de o próprio decano agradecer aos colegas. "Palavras tão generosas, tão amáveis, comovem-me imensamente e atingem-me fundo em meu coração, especialmente neste momento em que fluem os dias, que se esvai o tempo e que eu me aproximo do final da minha jornada neste augusto tribunal", iniciou. O ministro disse considerar o STF muito mais do que a cúpula do Poder Judiciário brasileiro, mas "um verdadeiro estado de espírito que induz à saudade". Celso de Mello afirmou que a convivência com os demais ministros "se tornou um imenso fator de aprendizado e de notável experiência, especialmente quanto o Supremo se viu confrontado com graves desafios". "Sou muito grato pelas palavras que me honram sobremaneira, e me despeço com um adeus a essa colenda Segunda Turma. Obrigado", disse, também às lágrimas. Por videoconferência, todos aplaudiram o decano. As homenagens, segundo Gilmar Mendes, ficarão registradas nos anais do colegiado. Celso de Mello Nelson Jr./STF