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Em SP, Alckmin e Haddad vão melhor entre os eleitores mais pobres, aponta Datafolha

·4 minuto de leitura

SÃO PAULO. Tanto o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) como o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad (PT) apresentam melhor desempenho na pesquisa do Datafolha para o governo de São Paulo divulgada no domingo na parcela mais pobre da população. Por outro lado, o ex-governador Márcio França (PSB) e o líder sem-teto Guilherme Boulos (PSOL) conseguem maior percentual de votos nas faixas de renda mais alta.

Essa é a primeira pesquisa realizada pelo instituto para a eleição para o governo paulista em 2022. Foram testados dois cenários, um com e outro sem Alckmin. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

Alckmin, que já anunciou que pretende deixar o PSDB para poder concorrer ao posto, soma 29% das intenções de voto entre os que possuem renda familiar de até dois salários mínimos. O índice vai caindo conforme a renda vai subindo. No grupo que ganha entre dois e cinco salários mínimos, é de 25%. Vai a 19% na faixa seguinte (cinco a dez salários mínimos) e fica em 20% entre os que recebem mais de dez salários mínimos. No cômputo geral da população, o ex-governador tem 26% e lidera a pesquisa.

O ainda tucano também se sai melhor entre os que possuem menor escolaridade. No grupo que cursou até o ensino fundamental, Alckmin atinge 33%. Cai para 26% entre quem completou o ensino médio e chega a 18% no grupo que possui ensino superior. Seu eleitorado também se concentra na faixa etária de 35 a 44 anos, em que alcança 30%. Por outro lado, entre os jovens (16 a 24), fica com apenas 17%.

Já Haddad tem problema entre os mais ricos. Apenas 8% dos que ganham mais de dez salários mínimos declaram intenção de votar no petista. O percentual vai subindo conforme a renda vai caindo. Chega a 12% na faixa entre cinco e dez salários mínimos e sobe para 16% no grupo com renda entre dois e cinco salários mínimos. Já na faixa de menor renda, o ex-prefeito alcança 19%. A sua intenção de voto no total geral da população é 17%.

No cenário sem Alckmin testado pelo Datafolha, Haddad consegue 26% entre os mais pobres e 22% na faixa entre dois e cinco salários mínimos. Nos dois cenários, o petista obtém o seu melhor desempenho entre os que possuem ensino médio. Com Alckmin na disputa, Haddad soma 15% tanto no grupo com ensino superior como no grupo com ensino fundamental. Na simulação sem o ex-governador, o ex-prefeito marca 18% entre quem tem ensino superior e 23% entre quem estudou até o fundamental. Seus eleitores se concentram nas faixas mais jovens, chegando a 27% no grupo que tem entre 25 e 34 anos quando Alckmin não aparece como opção.

Nos dois cenários da pesquisa, Márcio França consegue seu melhor desempenho na faixa de renda mais alta, com renda superior a dez salários mínimos. Nesse grupo, o ex-governador atinge 25% quando Alckmin está na disputa e chega a 29% sem ele . Seu desempenho cai conforme a renda vai descendo e atinge 13% no grupo que ganha até dois salários mínimos quando Alckmin não está na disputa. França tem um desempenho homogêneo entre os diferentes níveis de escolaridade. A variação não ultrapassa dois pontos no cenário um e fica e em um ponto no cenário dois. Na divisão por faixa etária, seu melhor desempenho (23%) é no grupo entre 35 e 44 anos quando Alckmin não está. No cômputo geral da população, o representante do PSB tem 15% com Alckmin concorrendo e 19% sem.

Guilherme Boulos enfrenta um problema semelhante ao vivido no começo da eleição para a prefetura de São Paulo no ano passado, quando conseguiu chegar ao segundo turno. Apesar de concentrar o seu discurso em ações voltadas aos mais pobres, o líder sem-teto encontra adesão entre os mais escolarizados e entre os que possuem renda entre cinco e dez salários mínimos. Se considerado apenas os eleitores com nível superior, Boulos tem 19% quando Alckmin está na disputa e chega a 20% quando o ex-governador não está. No primeiro caso, seu desempenho cai para 11% entre os que têm ensino médio e para 4% no grupo que completou apenas o ensino fundamental. Já no segundo cenário, Boulos soma 12% entre os eleitores com ensino médio e 7% nos que estudaram até o fundamental. Quando são considerados todos os eleitores, Boulos soma 11% com Alckmin e 13% sem.

No grupo que ganha entre cinco e dez salários mínimos, Boulos aparece com 20% no cenário 1 e com 19% no cenário 2. Seu pior desempenho é entre os mais pobres, com 8% e 10%, respectivamente. Os eleitores do representante do PSOL são mais jovens e ele chega a 20% no grupo com idades entre 16 e 24 anos quando Alckmin não concorre.

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