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Em São Gonçalo, candidatos a prefeito debatem melhorias para a cidade

Marcelo Remigio
·6 minuto de leitura

Em tempos de pandemia, em que os debates eleitorais presenciais entre candidatos a prefeito e as sabatinas ficaram mais distantes, o EXTRA foi em busca das principais propostas de Capitão Nelson (Avante) e Dimas Gadelha (PT) para o município de São Gonçalo. Os candidatos, que no dia 29 disputarão o cargo de prefeito no segundo turno das eleições, participaram de um “debate por escrito”, em que puderam expor ideias e fazer questionamentos ao adversário.

Cada candidato foi convidado a enviar três perguntas a seu concorrente sobre temas relevantes para o município, o segundo maior colégio eleitoral do estado e a segunda cidade fluminense em população — 1,09 milhão de habitantes. Além da troca de perguntas, o EXTRA também apresentou três temas que preocupam a população: a expansão do crime organizado, que se reflete no aumento da violência, a necessidade de geração de empregos e o fomento da economia.

Mesmo sendo a segurança pública uma área sob a responsabilidade do estado, os candidatos do Avante e do PT foram unânimes em afirmar que a prefeitura de São Gonçalo precisa atuar em parceria com o governo estadual no combate à violência. Houve espaço também para debater propostas para o futuro dos jovens, melhorias para as redes públicas de saúde e educação, além de maneiras de modernizar a máquina administrativa da prefeitura.

Confira abaixo:

Dimas Gadelha: Em quatro mandatos como vereador, o que de concreto conseguiu fazer na Segurança?

Capitão Nelson: A minha vida como policial militar foi defendendo a nossa população contra criminoso de todo tipo e, na vida pública, não foi diferente. Como deputado, trouxe o Segurança Presente para São Gonçalo, consegui o aumento do efetivo do nosso batalhão, trouxe de volta o Batalhão Florestal para Fazenda Colubandê, levamos a quarta companhia para Santa Izabel e as escolas cívico-militares. Vamos colocar inicialmente 120 novos policiais nas ruas diariamente através do Proeis, pagos pela prefeitura; implantar o mais moderno centro de monitoramento e controle da região e retirar as barricadas das ruas com inteligência e com os equipamentos da prefeitura numa ação integrada com o governo estadual. A cada retirada das barricadas, vamos entrar com todos os serviços de saúde, cultura, esporte e educação em todas as localidades.

Capitão Nelson: Como avalia sua gestão na saúde nos governos de Nilton Mulin e Nanci ? E as filas?

Dimas Gadelha: Apesar de ter ficado 40 meses como secretário de Saúde, um cargo técnico porque sou especialista em Gestão e Saúde Pública pela FGV e pela Fiocruz, sei que temos muitos desafios. Implantamos aproximadamente 60 equipamentos públicos, como UPAs municipais, centro de imagem, espaço rosa de atendimento prioritário para mulheres. Muitos foram sucateados após a minha saída e meu rompimento com o governo. Quero descentralizar os serviços e ampliar a capacidade de atendimento e o número de especialistas nas unidades dos bairros.

Dimas Gadelha: O sr. votou pelo aumento da taxa de lixo e iluminação. Vai continuar aumentando taxas?

Capitão Nelson: Sempre estive ao lado da população, do trabalhador e do bem da cidade, lutando e arriscando a minha vida em defesa da nossa gente. Infelizmente, as gestões de que o senhor fez parte arrasaram com a cidade. Péssimas gestões produziram a necessidade do aumento de impostos. Sempre que uma sociedade elege pessoas incompetentes para comandar áreas importantes acontece isso. A saúde de São Gonçalo é o maior exemplo disso.

Capitão Nelson: Com Royalties, Maricá oferece ônibus de graça. Como fazer com a receita de São Gonçalo?

Dimas Gadelha: São Gonçalo também tem orçamento bilionário, R$ 1,3 bi. Mesmo tendo uma população muito grande, o orçamento é capaz de ser bem trabalhado com prioridades para garantir os investimentos nos setores certos. Entre nossas metas estão a moeda social, o incentivo ao ensino profissionalizante e superior, além das rotas vermelhas de transporte gratuito com custo de R$ 65 milhões ao ano, isso não significa muito do orçamento, aproximadamente 5%. Vamos fazer uma reforma administrativa, vamos economizar e aplicar corretamente.

Dimas Gadelha: As escolas não receberam investimentos. Quais os seus projetos para a juventude?

Capitão Nelson: Uma vez escutei que uma pessoa, quando começa a mentir, ela gera um hábito que é difícil de mudar, e infelizmente a verdade é algo raro em suas promessas. Cobrei muito e cobro até hoje que todos os últimos governos, em que o senhor foi secretário, investissem na educação fortemente para que nossos jovens tivessem um futuro com trabalho e esperança e não ficassem a mercê das mentiras e ilusões do tráfico de drogas e de políticos e partidos contadores de história. No nosso governo o jovem vai ser prioridade, e para ele dedicaremos toda a nossa energia e trabalho, com cursos de capacitação e incentivo ao empreendedorismo e parceiras com o Senai, Senac e a iniciativa privada.

Capitão Nelson: Pretende reforçar a sua campanha com nomes como Lula, Dilma, Gleisi e Lindbergh?

Dimas Gadelha: Vamos continuar com o mesmo apoio que tivemos no primeiro turno, do ex-prefeito de Maricá Quaquá e dos prefeitos de Niterói, Rodrigo Neves, e de Maricá, Fabiano Horta. Quaquá foi reeleito e depois elegeu seu sucessor, o Fabiano, que agora foi reeleito com uma votação de quase 90% dos votos válidos. Assim como o Rodrigo foi reeleito e reelegeu o Axel Grael. São experiências de gestão que queremos para São Gonçalo. Não estamos nacionalizando a campanha. Tenho orgulho de ter essas parcerias aqui em São Gonçalo e já pensamos em trabalhar a gestão através de consórcios regionais para alguns setores.

EXTRA: Como contribuir com o estado no combate à violência e ao crime organizado?

Capitão Nelson: Vamos devolver a paz para as nossas famílias com um plano de ação imediato para colocação de 120 novos policiais nas ruas para patrulhar os bairros residenciais. Esses policiais terão o apoio de um moderno centro de monitoramento, e vamos de maneira inteligente e segura, com o maquinário da prefeitura, retirar as barricadas (colocadas pelo crime organizado) e desobstruir as ruas.

Dimas Gadelha: Vamos fazer como Niterói, buscar a parceria do governo do estado, a quem cabe de fato as ações. Vamos estabelecer essa conversa também com o presidente da Alerj e criar a central de videomonitoramento, assim como Niterói tem feito para reduzir os índices de violência, a partir da instalação de câmeras de segurança. Vamos colocar 500 em toda a cidade. Dessa forma, vigiaremos a cidade e conheceremos os pontos mais problemáticos de forma a facilitar a integração das forças de segurança pública. Mas vejo que a segurança está muito ligada a outras questões, como emprego e renda e, principalmente, educação.

EXTRA: Como o senhor pretende estimular a economia local e a geração de empregos?

Capitão Nelson: Em paralelo à volta da segurança, vamos atrair novamente as empresas que fugiram daqui com medo dos assaltos e da insegurança e criar imediatamente um novo ambiente para investimentos privados em nossa região, especialmente na área naval, na construção civil, nas fábricas e na logística, pois são os maiores empregadores no curto prazo. Nosso povo é trabalhador e honesto. Queremos oportunidades e não esmolas em troca de voto.

Dimas Gadelha: Vamos criar a moeda social Tamoio, a exemplo da Mumbuca de Maricá. Vai ser uma forma de movimentar a economia favorecendo o comércio dos bairros e de toda a cidade. Através da moeda social, será possível gerar empregos e renda. Nossa proposta é também reduzir o número de pessoas trabalhando fora da cidade, para deixarmos de ser dormitório. A moeda social deve beneficiar inicialmente 20 mil pessoas, dando prioridade a atividades como pesca, agricultura familiar e coleta seletiva de material reciclável.