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Em reunião com aliados, Bolsonaro diz que filiação ao Patriota está com 'meio caminho andado'

·3 minuto de leitura

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro comunicou a parlamentares do PSL que está “meio caminho andado para Patriota”, apesar da disputa interna entre dirigentes do partido. Na reunião no final da tarde desta quarta-feira no Palácio da Alvorada, Bolsonaro demonstrou confiança que a situação será resolvida nas “próximas semanas” pelo senador Flávio Bolsonaro (RJ) e o presidente do Patriota, Adilson Barroso.

Segundo relatos de participantes da reunião, Bolsonaro afirmou ainda que não tem chance de retornar ao PSL – sigla pelo qual se elegeu em 2018. Alguns deputados, mais uma vez, fizeram um apelo para que o presidente reavaliasse uma vez que o PSL é dono da segunda maior fatia do fundo eleitoral e de tempo de TV, somente atrás do PT. Aliados argumentaram que a sigla, antes um nanico, só alcançou esta condição por causa do presidente. A torcida entre alguns é que Bolsonaro reveja a decisão.

Bolsonaro, por sua vez, disse a aliados que ninguém será obrigado a mudar de partido. Entretanto, parlamentares mais próximos ao Palácio do Planalto também devem fazer a migração. Estiveram na reunião nesta quarta-feira os deputados Hélio Lopes, Carlos Jordy, Carla Zambelli, Bia Kicis, entre outros.

Bolsonaro tem demonstrado sua intenção de definir, ainda neste ano, por qual partido será candidato em 2022. O presidente sempre reforçou que deseja uma sigla que seja sua, isto é, sobre a qual tenha total poder de decisão, incluindo nomeações para diretórios e outros postos da hierarquia partidária.

Articulador político do clã Bolsonaro, Flávio ingressou no Patriota no dia 31 de maio. No dia seguinte, Bolsonaro recebeu o convite do presidente do Patriota para também se filiar. Barroso, no entanto, é acusado de cometer irregularidades para obter maioria na legenda e garantir o partido ao grupo do presidente da República.

Barroso já realizou duas convenção para tentar mudar as regras internas do Patriota. A ala representada por Resende, entretanto, promete entrar na Justiça para reverter a decisão.

Além disso, outros nomes do partido também já indicaram que deixariam a sigla caso Bolsonaro entre, como o deputado estadual por São Paulo, Arthur do Val, cotado para ser candidato a governador do estado no ano que vem.

O Patriota quase recebeu o presidente Bolsonaro em 2018, antes de sua filiação ao PSL. Um evento para marcar a entrada do então deputado federal no partido chegou a ser marcada e o próprio nome da sigla, até então Partido Ecológico Nacional, foi alterado a pedido de Bolsonaro. Entretanto, de última hora, por recomendação de aliados, Bolsonaro desistiu de se filiar e escolheu o PSL, partido pelo qual foi eleito.

Nesta quarta-feira, o vice-presidente da legenda, Ovasco Resende, convocou uma nova convenção da sigla para o dia 24 de junho como forma de barrar as mudanças feitas por Barroso. Essa é a terceira convenção do partido marcada nas últimas semanas.

Na primeira, realizada no dia 31 de maio, houve mudança do estatuto e Flávio Bolsonaro filiou-se à legenda. Entretanto, o grupo de Resende apontou irregularidades e um cartório de Brasília emitiu uma nota devolutiva — documento utilizado para cobrar esclarecimentos — dando 30 dias para a entrega de documentos que explicassem a "eventual não satisfação do quorum qualificado" na convenção.

Após a contestação do cartório, uma nova convenção foi convocada por Barroso e realizada na última segunda-feira, novamente com mudança no estatuto. No evento, Barroso disse que esperava ter solucionado as contestações sobre o quorum. Flávio participou da convenção e fez um discurso apaziguador, dizendo que disputa interna só traz prejuízos.

Em 2018, ele estava em negociações avançar com Barroso, que chegou a mudar o nome a sigla de Partido Ecológico Nacional (PEN) para Patriota para receber o então deputado federal Bolsonaro como candidato à Presidência. Após interferência do advogado Gustavo Bebianno, ex-ministro morto em 2020, Bolsonaro se filiou ao PSL.

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