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Em resposta à ativista, cofundador da Apple demonstra apoio ao “direito ao reparo”

·3 minuto de leitura
Em resposta à ativista, cofundador da Apple demonstra apoio ao “direito ao reparo”
Em resposta à ativista, cofundador da Apple demonstra apoio ao “direito ao reparo”

Com uma postura oposta à conduta antirreparo da Apple, Steve Wozniak, cofundador da big tech, disse ser favorável ao direito de reparo dos usuários de consertar seus aparelhos. A declaração do engenheiro foi manifestada em um vídeo no Cameo (app que permite aos usuários comprar vídeos personalizados de celebridades), em resposta a uma questão colocada por Louis Rossman, ativista que dirige a organização sem fins lucrativos Repair Preservation Group Action Fund (“Fundo de Ação em Grupo para Preservação dos Reparos”).

Rossman indagou o cofundador da Apple sobre seu posicionamento a respeito do direito do reparo. Isso porque o tema tem sido discutido nos Estados Unidos e uma nova legislação pode ser anunciada em breve. Como resposta, Wozniak publicou um vídeo de quase 10 minutos — que também foi compartilhado no YouTube (confira abaixo) —, no qual ele demonstra apoio ao direito de consertar.

“Eu apoio totalmente e acho que as pessoas por trás disso estão fazendo a coisa certa”, afirmou o cofundador da Apple. “É hora de reconhecer o direito de reparar mais plenamente”, pontuou Wozniak, reforçando que as empresas costumam inibir o direito por proporcionar maior controle à elas sobre tudo.

Ainda durante o vídeo, Wozniak afirmou estar ocupado demais para se envolver mais diretamente no assunto. No entanto, o engenheiro afirmou que a mentalidade de código aberto foi importante para a Apple chegar onde está e lembrou como a transparência dos eletrônicos costumava ser diferente no passado.

“Não teríamos uma Apple se eu não tivéssemos crescido em um mundo de tecnologia muito aberta”, disse. “Naquela época, quando você comprava coisas eletrônicas como TVs e rádios, cada pedaço dos circuitos e designs eram incluídos no papel. Código aberto total”, concluiu.

Logo após o vídeo de Wozniak, Rossman respondeu o engenheiro da Apple com um vídeo no YouTube, no qual ele pede ajuda monetária para uma iniciativa de votação direta. Na verdade, o ativista iniciou uma campanha de crowdfunding em abril deste ano. A ideia é arrecadar cerca de US$ 6 milhões para levar seu projeto de direito ao reparo para eleitores, de modo a acelerar os processos burocráticos da legislatura estadual local (Nova York).

<em>Apple é questionada pelos seus usuários por adotar uma conduta “antirreparo”. Foto: Elizaveta Galitckaia/Shutterstock</em>
Apple é questionada pelos seus usuários por adotar uma conduta “antirreparo”. Foto: Elizaveta Galitckaia/Shutterstock

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Prós e contras

Apesar de a Apple recentemente ter expandido seu Programa de Reparo Independente, a empresa é muito questionada quanto ao direito ao reparo. Como a empresa não fornece manuais, componentes e ferramentas para empresas de reparo independentes ou mesmo para usuários, os consertos dos dispositivos dependem de uma assistência técnica autorizada.

Por um lado isso garante maior segurança, já que esses aparelhos contam com componentes especializados para lidar com informações valiosas, como dados bancários, arquivos criptografados, entre outros — que garantem a boa performance do aparelho. Contudo, a política significa barreiras burocráticas, mesmo diante de consertos simples como uma troca de tela, por exemplo.

Atualmente, a Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC) recebeu instruções do governo Biden para criar uma proposta de lei de direito ao reparo, que obrigaria as empresas (incluindo a Apple) a fornecerem mais informações sobre os componentes. A gigante da maçã mostra oposição à medida e faz lobby constante para que não seja aprovada.

A declaração de Wozniak, no entanto, deve colocar ainda mais “lenha na fogueira”. Afinal de contas, uma declaração pró-direito ao reparo vindo de um cofundador de uma empresa que se opõe ao assunto é, no mínimo, curiosa. Será um fato importante para acompanhar, já que poderá alterar a política de diversas fabricantes de eletrônicos.

Fonte: 9to5Mac/Uol

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