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Em recuperação judicial, Itapemirim lança operação aérea durante pandemia

·3 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em recuperação judicial e com dívidas tributárias de quase R$ 2 bilhões, o grupo Itapemirim começou a vender passagens aéreas nesta sexta-feira (21).

A companhia aérea, chamada ITA (Itapemirim Transportes Aéreos), programou seu voo inaugural para 29 de junho deste ano, de Guarulhos a Brasília, com a renda revertida a instituições beneficentes. O plano é atender 35 destinos em sua malha até junho de 2022.

A companhia de transportes inicia sua operação em um momento financeiro delicado para as companhias aéreas globais, que perderam clientes com as restrições da pandemia de coronavírus. Além da ITA, o grupo tem outras seis empresas, sendo quatro de transporte, que também enfrentam queda de faturamento diante dos impedimentos ao turismo.

As tarifas de lançamento da ITA são de R$ 120. A empresa diz que vai oferecer serviços de despacho gratuito de bagagem para todas as classes tarifárias e marcação de assento sem custo adicional, o que já não é mais comum entre companhias aéreas brasileiras.

"Quando possível (por conta da pandemia), os passageiros também terão à disposição serviço de bordo diferenciado", diz a Itapemirim em comunicado.

Os voos serão feitos por aeronaves Airbus A320, com capacidade de transporte de até 162 passageiros.

Desde o ano passado, o presidente do grupo, Sidnei Piva, demonstra interesse em abrir uma frente aérea. A ITA foi fundada em 2020 e é comandada pelo executivo Tiago Senna.

Expressivo grupo de transportes no país -seu setor de viação rodoviária atende 2,5 milhões de passageiros por ano em 19 estados-, a companhia está em processo de recuperação judicial desde 2016, com dificuldade para quitar as dívidas.

A dívida total é superior a R$ 167 milhões, de acordo com documento de fevereiro da consultoria que administra o processo de recuperação. Os créditos trabalhistas chegam a R$ 35 milhões. Até fevereiro, a empresa havia pago apenas R$ 21 milhões.

Além disso, a administradora destaca que em dezembro de 2019, o passivo tributário do grupo era de R$ 1,9 bilhão. Considerando uma multa aplicada pela Receita Federal, o passivo supera R$ 2,2 bilhões.

Em nota, o grupo diz que a companhia aérea não faz parte do processo de recuperação judicial e que os investimentos do conglomerado foram autorizados pelo juiz responsável pelo processo.

"Além disso, o lançamento do modal aéreo conta com um aporte de US$ 500 milhões de dois fundos de investimentos, que estão sendo recebidos de acordo com o cumprimento de metas", destaca. Os nomes dos investidores, segundo a empresa, estão protegidos por um acordo de confidencialidade.

Sobre o momento delicado para entrar no setor, a empresa diz que "enquanto as companhias aéreas em atividade e já consolidadas sofreram com a pandemia e atingiram um alto nível de endividamento, a ITA entra no mercado capitalizada".

A empresa ainda afirma que o grupo cumpre rigorosamente o plano de recuperação judicial, que está em dia com todos os pagamentos e que o juiz universal em breve deve proferir sentença de encerramento do processo.

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