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Em 'Pantanal', Renato se sente responsabilizado por morte do irmão: 'Tem peso na consciência', diz Gabriel Santana

De olho na vida boa que Renato (Gabriel Santana) imaginava que o pai tinha na fazenda, em “Pantanal”, e que ele também poderia aproveitar, o rapaz convenceu a família a viajar de mala e cuia para a região. Por lá, no entanto, ele vai perceber que a realidade é bem diferente. Mais para frente, inclusive, o personagem sofrerá uma perda difícil: Roberto (Cauê Campos), seu irmão caçula, morrerá pelas mãos de um matador de aluguel contratado pelo próprio Tenório (Murilo Benício) para outro serviço.

— Isso vai abalá-lo, ainda mais que foi ele quem, o tempo inteiro, ficou insistindo para ir ao Pantanal. Tem um certo peso na consciência nele, acho que se sente um pouco responsabilizado por isso tudo — conta Gabriel.

O ator, no entanto, acredita que nem mesmo nos momentos frágeis de Renato o público deve se compadecer.

— Vão falar: ‘Bem feito, tem que sofrer mesmo’ — aposta.

Os fãs do folhetim que opinam sobre a novela nas redes sociais não costumam gostar do personagem, o que não abala Gabriel. Muito pelo contrário, ele diz:

— Tudo que falam do Renato no Twitter não diz respeito ao Gabriel, mas ao que pensam sobre as atitudes do personagem. E se estão bravos com isso, em algum lugar estou fazendo bem o papel. Então fico muito feliz em ser odiado no Twitter como personagem, não como ator.

Apesar de ser malquisto na web, Renato não é visto como vilão pelo ator, mas como alguém com uma visão distorcida da realidade.

— Com as coisas que ele viveu, a falta da paternidade, a carência emocional, ouvindo do pai sobre a primeira mulher e apenas o lado dele da história, que é um cara machista e misógino, o Renato foi criando um ponto de vista do Pantanal e da Dona Maria (Isabel Teixeira) completamente equivocado — descreve Gabriel, apontando uma das características que o personagem tem em comum com o fazendeiro: — Essa misoginia do pai, o Renato tem também. Ele não tem a menor empatia pela Dona Maria, só está pensando no próprio umbigo, no que ele acha que é o melhor pra ele e pra família dele. É uma visão completamente deturpada.

O ator ainda conta que, no Pantanal, o que o rapaz pensa e sente será intensificado:

— Ele se sente mais à vontade para colocar para fora esses pensamentos que construiu ao longo da vida, esse ódio que tem no coração.

Mais próximo da figura que Renato vê como um “herói intocável”, aponta seu intérprete, o filho do meio de Tenório vai encarar o dilema: “Meu pai está certo ou errado?”.

— Meu personagem vai ficar nessa turbulência de pensamentos, fazendo coisas com que, acredito eu, o público vai ficar chocado e bravo.

Sem detalhar, Gabriel adianta que na vida amorosa de Renato, vem novidade por aí. No entanto...

— Ele vai flertar com alguns personagens aí e acho que esse flerte não vai agradar ao público também.

O Mosca cresceu!

Gabriel, hoje com 22 anos, estreou na TV no remake de “Chiquititas”, em 2013, em que ficou dos 13 aos 15. O Mosca da telenovela infantojuvenil explora novos terrenos na carreira, trabalhando com temas bem mais complexos.

— As pessoas nas ruas estão me reconhecendo mais por “Pantanal” do que por “Chiquititas” — conta ele, que segue: — É o meu primeiro personagem com traços mais contraditórios eticamente. E não é algo que me incomoda, porque isso é a representação da estrutura brasileira machista que temos. O Renato mostra um lado negativo, mas a construção narrativa da novela faz com que a gente entenda que o que ele faz é errado. Isso em rede nacional é bom para mostrar como podemos tentar mudar essa realidade.

Atento à repercussão de seu personagem, ele reflete:

— Às vezes, vejo problemáticas na forma como a galera fala no Twitter . Um exemplo: “Renato tem que entender que é um bastardo e se colocar no lugar dele”. Por mais que a gente tenha raiva de um personagem e queira expressar, temos que ter cuidado porque ele representa muita coisa. Mais que a “vilania”, é um filho fora do casamento, com pai branco e mãe preta. A forma como fala pode machucar.

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