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Em panfletos, Crivella volta a fazer acusações falsas contra Paes e o PSOL

Pedro Capetti e Paulo Cappelli
·3 minuto de leitura
Reprodução

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Reprodução

RIO - No último domingo de campanha eleitoral antes do segundo turno, o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) voltou a apelar para pauta de costumes na tentativa de reverter o cenário negativo apontado pelas pesquisas de intenção de voto. Em agenda neste domingo na Praça Seca, na Zona Oeste da cidade, Crivella distribuiu panfletos apócrifos afirmando que Eduardo Paes (DEM) é defensor da legalização do aborto, da liberação das drogas e do "kit gay" nas escolas municipais, além de associar o ex-prefeito ao PSOL.

Paes rebateu as acusações feitas pelo adversário numa agenda de campanha em Santa Cruz, também na Zona Oeste. O ex-prefeito afirmou que "é mais fácil" o Republicanos, partido de Crivella, integrar sua base em caso de vitória "do que o PSOL". Ele acusou o rival de espalhar mentiras porque está "no desespero".

— Crivella tenta botar na minha conta aliança com partidos de esquerda. Vou dizer uma coisa para vocês, sem querer cantar vitória antes do tempo: é mais fácil o partido dele estar na minha base do que o PSOL estar na minha base — disse Paes, fazendo alusão ao fato de, quando prefeito, o Republicanos ter votado diversas matérias a favor de seu governo, ao passo que o PSOL sempre esteve na oposição.

O ex-prefeito também falou sobre o panfleto apócrifo produzido pela campanha de Crivella.

— Ele tenta botar pautas que a gente nunca defendeu, como o aborto, a legalização das drogas e o kit gay. O único kit que distribuímos foi de uniforme escolar - afirmou Paes.

No material distribuído pela campanha de Crivella, o ex-prefeito aparece ao lado do deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) com a mensagem "Eduardo e seus amigos defendem", seguido dos temas citados. O panfleto traz ainda, como oposição, Crivella e sua vice, a tenente-coronel Andréa Firmo (Republicanos), contrários às mesmas pautas.

Na noite de sábado, Freixo publicou uma mensagem no Twitter afirmando que processaria Crivella pelas acusações. Na manhã deste domingo, perguntado sobre a possibilidade de ser processo pelo PSOL e pelo deputado diante das acusações, o candidato à reeleição disse estar "tranquilo".

— O importante é eles cuidarem dos processos que respondem por corrupção, isso que é importante, processo por roubo de dinheiro. Isso que é importante, o resto é bobagem. Estou tranquilo com relação a isso — disse, sem citar quais seriam esses procedimentos judiciais.

Ao lado do vereador eleito Felipe Michel (PP), Crivella disse que manterá uma agenda intensa de rua na última semana de campanha. Durante o primeiro turno, o prefeito optou por agendas mais controladas e restritas, diante da rejeição em torno de 60% registrada em pesquisas do Ibope e do Datafolha.

— A estratégia de campanha é rua, conversar com as pessoas, falar com elas a realidade do nosso governo, explicar pra ela que o que precisamos é ter muita consciência. O eleitor do Rio de Janeiro já me derrotou e elegeu o Cabral, já me derrotou e elegeu o Pezão, não foi bom nem pra eles, nem pro povo.

Questionado sobre o fato do presidente Bolsonaro negar a existência da segunda onda de Covid-19, enquanto o prefeito afirmou que é “o mais preparado” para encarar um possível novo pico da pandemia, Crivella não respondeu, limitando-se a dizer que “estamos preparados”.

A alta rejeição é um desafio para o prefeito na cidade. Após a visita a Praça Seca, Crivella foi para as intermediações do Hospital Ronaldo Gazolla, em Acari, onde pretendia fazer uma caminhada pela localidade, com duração de aproximadamente uma hora. Na região, o prefeito estava ao lado dos vereadores Celso Costa e Ulisses Martins, ambos do Republicanos.

Após ser hostilizado por alguns moradores sobre a situação da saúde na região, o prefeito correu com seguranças em direção ao carro de som, onde iniciou a carreta antecipadamente, antes prevista para 11h30. No primeiro turno, o prefeito já havia sido hostilizado na mesma região.