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Em operação na Vila Aliança, moradores reclamam de casas invadidas sem mandado e ameaças: 'Precisam separar joio do trigo'

·3 minuto de leitura

RIO — Imagens de câmeras de segurança mostram policiais militares invadindo casas de moradores da Vila Aliança, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. Moradores afirmam que os agentes entram nas residências sem mandados de buscas e deixam os cômodos revirados. Também há relatos de roubos de pertences e itens quebrados durante as incursões. Desde a última quinta-feira, a região vem sendo alvo de operações da PM. Neste domingo, um protesto chegou a interromper a circulação de trens na região.

— A operação tem um propósito, nós não somos contrários a ela, mas existem maus policiais que estão se aproveitando. Fui acordado com um fuzil na minha cara e fiz um escândalo. A sorte que minha casa tem câmeras. Perguntei pelo mandado de busca e apreensão e não souberam me responder. Vi chegar um caminhão clandestino que está levando tudo, sofá, ar condicionado... Os policiais precisam separar o joio do trigo. Não é porque é morador de favela que tem relação com traficante. Também invadiram a casa da minha sogra e ameaçaram pegar o celular do meu filho — desabafa Kedson Pedro, funcionário público e ex-presidente da escola de samba Boêmios da Vila.

E ele não foi o único a relatar ameaças por parte dos agentes.

— Estava trabalhando e veio um policial dizer que tinha carro roubado no meu condomínio, que eu tinha rádio com frequência da polícia. Eu mostrei meu crachá. Sou trabalhador. E me ameaçaram, disseram que iam puxar minha ficha e me matar. Não entendi nada — diz um morador, que preferiu não ser identificado.

Pedindo paz, moradores se reuniram em um protesto e seguiram para a Avenida Santa Cruz com placas. Um ônibus foi atravessado na via e há relatos de troca de tiros. A Polícia Militar desobstruiu a avenida por volta das 15h. Na última sexta, dia 17, a corporação explicou que o objetivo principal das incursões é retirar barricadas que impedem a livre circulação de veículos pela Vila Aliança.

Moradores da favela também colocaram pedaços de madeira sobre os trilhos da via férrea, entre as estações de Santíssimo e Senador Câmara interrompendo a circulação nos dois sentidos. Parte da viagem, no ramal Santa Cruz, teve que ser completada de ônibus. Também neste domingo, agentes do Batalhão de Ações com Cães (BAC) apreenderam drogas na Vila Aliança.

Sobre as reclamações dos moradores, procurada pela reportagem, a corporação disse em nota quais são os meios oficiais para registrarem denúncias.

"A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que a Corregedoria da Corporação segue ao total dispor da população para a recepção de denúncias por meio de seus canais oficiais: telefone (21) 2725-9098, pelo e-mail denuncia@cintpm.rj.gov.br, ou ainda, pelo WhatsApp da Corregedoria (21) 97598-4593.O anonimato é garantido".

Apesar da garantia de anonimato, a forma como agentes têm agido na operação tem deixado os moradores apreensivos a fazer denúncias.

— Está todo mundo com medo. Morar em comunidade é complicado. Nós queremos agir, fazer novas passeatas pacíficas, levar até nota fiscal do que foi roubado. Espero que continuem com a operação, mas do jeito certo. Não estamos contra a polícia. Mas essas atitudes me fizeram lembrar a época da ocupação no Alemão. A gente não tem ajuda de ninguém — diz Kedson.

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