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Em nome da ciência, jovem se dispõe a pegar COVID-19 e fala sobre desafios

Nathan Vieira
·3 minuto de leitura

Em meio à pandemia, muitos cientistas se dedicaram a decifrar os enigmas da doença que tem preocupado toda a população. E um dos métodos para isso foi selecionar voluntários para serem expostos ao coronavírus em um ambiente controlado.

Basicamente, a ideia por trás desse tipo de experimento é entender mais sobre como o corpo humano reage ao vírus e como funciona a transmissão. Dentre os voluntários, há um rapaz de 18 anos chamado Alastair Fraser-Urquhart, que ficará no hospital Royal Free de Londres e será infectado com o vírus por meio de um spray nasal, ficando em bio-contenção por cerca de 17 dias para garantir que não infecte outras pessoas.

Em entrevista ao veículo britânico The Guardian, o jovem expôs suas expectativas diante desse experimento. “É claro que tenho preocupações, todo mundo deveria se preocupar. Existem riscos que desconhecemos. Vou acabar com um risco aumentado de câncer de pulmão aos 50 anos porque tive coronavírus, mas faz parte. Eu aceitei esses riscos”, explicou. Questionado sobre sua família, Alastair disse que não há entusiasmo, mas eles entendem a razão por trás disso e apoiam. Ele também espera que esse tipo de teste, conhecido como "teste de desafio", permita um desenvolvimento mais rápido de vacinas em futuras pandemias.

Voluntário fala sobre se expor ao coronavírus em ambiente controlado para estudo realizado no Reino Unido (Imagem: Fusion Medical Animation/Unsplash)
Voluntário fala sobre se expor ao coronavírus em ambiente controlado para estudo realizado no Reino Unido (Imagem: Fusion Medical Animation/Unsplash)

Os participantes do estudo receberão aproximadamente 4.500 Libras (o equivalente a R$ 33.814). O voluntário revelou ao The Guardian que, apesar de tudo, não pediria às pessoas que se submetessem aos testes de desafio. “É uma decisão totalmente pessoal e encorajo as pessoas a pensarem cuidadosamente sobre o impacto e os riscos para elas. Não pretendo pedir que as pessoas se envolvam nesses testes. Se quiserem se voluntariar, isso é ótimo, mas se as pessoas acharem que os riscos são muito altos, elas não precisam se voluntariar”, observou.

No entanto, o voluntário enxerga nesse tipo de teste um grande potencial de contribuição. “Muitas pessoas contribuíram incrivelmente nessa pandemia. Os médicos em hospitais nas alas de COVID-19 não passavam por triagem e não tinham todos entre 18 e 30 anos e, no início da pandemia, eles não tinham o tratamento que temos agora. Não distoa totalmente do que pedimos a outras pessoas para fazer, e os benefícios são simplesmente enormes”.

COVID-19 e testes de desafio

Em dezembro, falamos aqui no Canaltech sobre esses testes de desafio. Basicamente, eles têm esse nome sob o argumento do corpo ser intencionalmente "desafiado" com uma exposição direta ao vírus para verificar se um tratamento específico impede alguém de contrair a doença. Esses testes têm o potencial de produzir resultados mais rapidamente do que os testes de vacinas convencionais, nos quais os pesquisadores devem esperar que os participantes sejam infectados no mundo real.

Também podem ser usados ​​para comparar várias vacinas candidatas, desenvolver tratamentos e reunir dados sobre as consequências imediatas da infecção, o que seria difícil de outra forma. Segundo os defensores dos testes de desafio, ainda há mérito em conduzi-los, apesar dos novos dados da vacina.

Na época, a OMS divulgou que está cogitando a viabilidade de testes em jovens voluntários saudáveis que ​​aceitem ser deliberadamente infectados com a COVID-19 para acelerar o desenvolvimento da vacina.

Fonte: Canaltech

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